Transportes

Mercado em profunda transformação

Mercado em profunda transformação

Os veículos autónomos e a eletromobilidade estão à beira de tornar-se realidade e “pode não ser um futuro assim tão longínquo assistirmos a 30 camiões autónomos, em plattoning, daqui ao Centro da Europa”, ilustra o presidente da Direção da ANTRAM, Gustavo Paulo Duarte. Por cá, o mercado continua a crescer, num movimento de renovação de frotas, mas ainda está aquém dos níveis anteriores à crise económica. O desafio imediato é dar resposta à crise de motoristas.

Em 2017, as vendas de comerciais pesados cresceram 10,7%, face ao ano anterior, com 5732 veículos vendidos, de acordo com dados da ACAP – Associação do Comércio Automóvel de Portugal. Apenas considerando os comerciais pesados de mercadorias, foram vendidas 5372 unidades, mais 11,4% que em 2016. Nos veículos pesados de passageiros, em 2017 foram vendidas 360 unidades, o que representa um ligeiro crescimento de 1,7%.
As vendas de comerciais pesados de mercadorias cresceram, mas ainda não chegaram aos valores anteriores à crise económica. Em 2008, o ano anterior à abrupta quebra de vendas que se manteve até 2012, foram vendidas 5536 unidades. Desde então o mercado tem vindo a crescer a dois dígitos, mas ainda não ultrapassou a fasquia do pré-crise.

Isso mesmo nota Gustavo Paulo Duarte, diretor comercial da Transportes Paulo Duarte e presidente da Direção Nacional da ANTRAM – Associação Nacional de Transportadores Públicos Rodoviários de Mercadorias. “O mercado de comerciais pesados caiu tanto nos últimos anos, que é preciso perceber se já estamos em crescimento ou ainda estamos em recuperação”, diz.

Na sua opinião, a renovação de frotas e a substituição de viaturas em fim de vida são a justificação do aumento de vendas de veículos pesados, mas isso não significa que o mercado esteja a crescer. “Não tenho dúvidas que há muita renovação de frotas, num sinal de recuperação dos graves anos de crise que tivemos, em que as frotas envelheceram muitíssimo. Mas o mercado não está a crescer. É a minha sensação, pela sensibilidade setorial que tenho, e também os números da ANTRAM apontam para um mercado estável, mas não em crescimento”.

Em 2017, as vendas de comerciais pesados cresceram 10,7%, face ao ano anterior.”

As empresas transportadoras estão “a ganhar uma nova dinâmica” e a perceber que “ter veículos antigos já não é solução”. Entre os vários motivos que explicam esta mudança de mentalidades estão os novos modelos de negócio dos parceiros, introduzindo modalidades como o aluguer operacional e outras que não a típica compra de equipamentos. Gustavo Paulo Duarte perspetiva que nos próximos anos se assista a uma forte substituição dos tradicionais leasings e aquisições pelo aluguer operacional de longa duração.

Motoristas precisam-se

Este ano o negócio de comerciais pesados em Portugal deverá manter-se estável ou crescer ligeiramente, estimam as marcas. O diretor comercial da Galius, Luís Jervell, prevê que a venda de veículos pesados, acima de 16 toneladas, ronde as 4.200 unidades. No caso do mercado europeu, a perspetiva é que as vendas permaneçam estáveis, com tendência para o crescimento neste segmento específico, à semelhança do que aconteceu em 2017.

O diretor comercial de camiões da Scania Ibérica também espera que a tendência de crescimento do mercado europeu se mantenha e que o mercado português se revele “estável, em linha com a economia do país”. Mas não é de excluir a hipótese de o problema da falta de motoristas ter impacto no volume de vendas do setor. Para Roberto San Felipe, os bons resultados do mercado em 2017 mostram que “apesar das grandes dificuldades que as empresas de transporte estão a ter para encontrar e/ou manter condutores, torna-se claro que pesaram na balança os planos de ação que muitas delas acionaram, juntamente com a procura crescente de transporte em diferentes setores”.  Mas o impacto deste problema pode fazer sentir-se nas vendas de 2018.

“Existe neste momento uma escassez notória de mão-de-obra especializada e qualificada, nomeadamente motoristas, que tem impacto direto no crescimento do setor”, corrobora Luís Jervell. Para minimizar o problema, o diretor comercial da Galius propõe a criação de uma política desenvolvida no âmbito do emprego e da qualificação profissional.

A renovação de frotas e a substituição de viaturas em fim de vida são a justificação do aumento de vendas de veículos pesados, mas isso não significa que o mercado esteja a crescer”, Gustavo Paulo Duarte, ANTRAM.

Gustavo Paulo Duarte não tem dúvidas que a dificuldade de contratação de motoristas de pesados é o grande desafio que os transportadores têm pela frente. É um problema que “se faz sentir diariamente” e que se explica pelas crescentes alternativas de contratação noutros setores, como o turismo e a restauração. “É uma dificuldade transversal, que ocorre em Portugal e em todos os países da Europa, e é um dos grandes desafios que as empresas transportadoras vão ter num futuro próximo”.

Futuro incerto

A incerteza marca o futuro do transporte rodoviário de mercadorias, e consequentemente do setor de comerciais pesados. “Há dez anos, estaria confiante no crescimento do transporte rodoviário, mas hoje há novos paradigmas que estão a criar novos desafios ao setor rodoviário”. O presidente da Direção da ANTRAM refere “grandes agressões externas ao setor rodoviário, com a Comissão Europeia empenhada em dificultar a vida à rodovia, e os próprios países europeus a fechar-se em leis protecionistas”.
O transporte rodoviário de mercadorias enfrenta muitos desafios no futuro, que se repercutem no mercado de veículos comerciais pesados. Os próximos dez anos vão constituir “a maior alteração de sempre ao setor”, estima.
Os recursos humanos, com a crescente dificuldade de contratação de motoristas, é o maior desafio dos próximos tempos, mas há muitos outros, como os veículos autónomos ou as energias alternativas. A atual falta de motoristas poderá antecipar a chegada ao mercado dos veículos autónomos, que se tornam mais urgentes. “Os veículos autónomos vão ser uma realidade a mais curto prazo do que aquilo que esperamos”, prevê Gustavo Paulo Duarte. Na sua opinião, pode não ser um futuro assim tão longínquo assistirmos a 30 camiões autónomos, em plattoning, daqui ao Centro da Europa. “São muitos os desafios nos próximos anos e os transportadores têm de estar alertas para perceber qual vai ser o seu posicionamento neste mercado tecnológico. Cabe-nos a nós encontrar alternativas, eficiência e outro tipo de viaturas”, nota. Gustavo Paulo Duarte está confiante que o setor dos transportadores percebeu já que tem de se modernizar. “Os transportadores estão a ajustar-se melhor do que seria de esperar. Vejo um setor mais fortalecido, com empresas mais profissionais e com maior capacidade de análise de dados e de compra de equipamentos”.

Eletricidade sim, mas não só

Também as marcas estão atentas aos crescentes desafios que se levantam e preparadas para fazer-lhes face, no que respeita aos equipamentos. A energia é um tema relevante no mercado automóvel, com várias possibilidades em cima da mesa, do gasóleo, ao gás, à propulsão híbrida e à eletricidade.

A Volvo tem vindo a apostar em combustíveis alternativos há vários anos e, mais recentemente, tem investido na eletromobilidade nos camiões, aproveitando o know-how da Volvo Buses e o trabalho realizado com os seus veículos elétricos. Como explica Pedro Oliveira, diretor executivo da Auto Sueco Portugal, “a Volvo Trucks acredita que a mobilidade elétrica terá um papel importante no futuro. No entanto, considerando a disponibilidade de infraestruturas de carregamento e as particularidades únicas de cada operação, não acreditamos que a solução seja uma proposta única”. Neste sentido, a marca apresentou, no ano passado, os Volvo FH LNG e Volvo FM LNG, movidos a Gás Natural Liquefeito, que reduzem as emissões de CO2 entre 20% e 100%.

Pedro Oliveira defende que o propósito deve ser “oferecer a solução mais eficiente e sustentável a cada parceiro e trabalhar continuamente na redução do impacto ambiental”. Neste sentido, considera que deveria ser iniciado “um processo legislativo com uma visão a longo prazo, capaz de definir novos padrões de qualidade, de segurança e de impacto ambiental para o setor, viabilizando as operações das empresas transportadoras da forma mais rentável”.

“Num futuro a curto prazo, diríamos que se manterá a propulsão híbrida e a gás natural. O gasóleo será praticável até que disposições legais o tornem desapropriado, o que pode vir a acontecer dentro de alguns anos”, estima Luís Jervell, diretor comercial da Galius.

Roberto San Felipe, diretor comercial de camiões da Scania Ibérica, concorda: “A curto prazo, a única alternativa real ao diesel, na longa distância, é o gás, ambos compactados e liquefeitos. É verdade que existe muito interesse no veículo pesado híbrido e mesmo elétrico, mas, para o transporte de longa distância, ainda não está suficientemente desenvolvido do ponto de vista tecnológico”. Este responsável defende que, para promover o transporte sustentável e reduzir as emissões, seria interessante legislação que incentive a renovação de veículos pesados, favorecendo a aquisição de veículos que estão em conformidade com os regulamentos do Euro 6.

Num futuro a curto prazo, diríamos que se manterá a propulsão híbrida e a gás natural. O gasóleo será praticável até que disposições legais o tornem desapropriado, o que pode vir a acontecer dentro de alguns anos”, estima Luís Jervell, diretor comercial da Galius.”

Já a médio e longo prazo, a eletrificação é vista como uma ótima solução e todas as marcas estão a trabalhar para torna-la uma realidade. “A propulsão elétrica constituirá uma fonte prática e economicamente viável de energia propulsora de veículos pesados de transporte de mercadorias e passageiros”, diz Luís Jervell.

Preço, consumo e tecnologia

Os grandes compradores de veículos comerciais pesados são as empresas de transportes, a par de alguma indústria, que ainda escolhe fazer transporte próprio, adquirindo os seus próprios camiões, muitas vezes ao abrigo de apoios comunitários no âmbito do Portugal 2020. Gustavo Paulo Duarte mostra-se muito crítico em relação a este tipo de subvenções para a aquisição de camiões por quem não tem alvará de transportador, enquanto os transportadores não beneficiam de qualquer apoio para dinamizar as suas frotas.

Por sua vez, o negócio dos transportadores portugueses está atualmente a ser dinamizado pela indústria, nomeadamente têxtil, moldes, fabrico de peças, que está a crescer em Portugal, e também pelo setor agrícola, que revela algum crescimento, ainda que a menor ritmo. “Existe cada vez mais exportações dos nossos produtos agrícolas para a Europa”.
Os fatores decisivos na escolha de um determinado camião, em detrimento de outro, são o preço e o consumo. “O consumo é o fator que mais pesa pois, se a poupança for grande, vale a pena fazer um maior investimento”, explica o diretor comercial da Transportes Paulo Duarte. Também é relevante o tipo de tecnologia embarcada, que constitui um fator diferenciador e pode influenciar a decisão de compra. “Uma empresa mais profissional, que utiliza a informação que advém das viaturas para planear e tomar decisões, pode optar por uma marca que lhe garanta essa capacidade, mesmo que seja mais cara”.
Finalmente há um quarto fator decisivo: a paixão pelas marcas. “Não é o caso na minha empresa, mas continua a pesar, nalguns casos mais que os outros fatores”, conclui Gustavo Paulo Duarte.

 Scania lidera pesados de mercadorias

O mercado de comerciais pesados de mercadorias foi liderado pela Scania, que vendeu 825 unidades em 2017, menos 10,1% que no ano anterior. Ainda assim, mantem uma quota de mercado de 15,36%. A marca mostra-se satisfeita com a forma como o mercado português respondeu à nova geração Scania, que foi “bem acolhida”, nas palavras do diretor comercial de camiões da Scania Ibérica.

No que respeita aos serviços adaptados aos camiões, a Scania tem um conjunto de serviços no âmbito das intervenções preventivas, com o objetivo de reduzir eventuais paralisações imprevistas dos veículos, garantindo o maior tempo operativo dos veículos e maximizando a rentabilidade dos clientes. Um exemplo dos serviços prestados é os planos de manutenções flexíveis. “Aproveitando a informação proporcionada pelo veículo e a conectividade, podemos saber qual é exatamente a manutenção que necessita o veículo, peça por peça, o que permite configurar um plano de manutenção personalizado”, explica Roberto San Felipe.

A segunda marca que mais vendeu comerciais pesados de mercadorias foi a Iveco, com 753 unidades vendidas, menos 7,8% que em 2016. Alcançou uma quota de mercado de 14,02%. Na terceira posição vem a Renault, com 725 unidades e um crescimento de 15,3%, que justificou uma quota de mercado de 13,50%. O resultado alcançado foi “extremamente positivo”, afirma Luís Jervell, diretor comercial da Galius. O desempenho da Renault Trucks em 2017 esteve “acima do esperado” e, nos veículos acima das 16 toneladas, a marca conseguiu atingir uma quota de mercado que a posicionou na vice-liderança no ranking nacional. As soluções de transporte disponíveis pela Renault Trucks em Portugal passam pela venda ou aluguer de veículos novos ou usados e assistência técnica na gama de produtos Renault Trucks, a partir da rede de concessionários após venda da marca em Portugal.

Com um crescimento de 51,8%, a Mercedes-Benz vendeu 724 unidades de comerciais pesados de mercadorias no nosso país, alcançando uma quota de mercado de 13,48%, o quarto lugar do ranking de vendas. A nível global, a divisão de camiões da Daimler aumentou as suas vendas em 13%, com 470,7 mil veículos vendidos em 2017, o que representou uma faturação de 35,6 mil milhões de euros. O EBIT da divisão de camiões Daimler registou um valor de 2,380 milhões de euros, mais 22% que em 2016. A empresa vai investir, nos próximos dois anos, 2,6 milhões de euros em pesquisa e desenvolvimento. Deste montante, 500 milhões serão gastos na área da mobilidade elétrica.

A Volvo vendeu 632 comerciais pesados de mercadorias, mais 5,7% que em 2016, conseguindo uma quota de mercado de 11,76%. Ocupa o sétimo lugar do ranking das vendas de 2017. Pedro Oliveira, diretor executivo da Auto Sueco Portugal, considera o resultado positivo, com um crescimento alinhado com o mercado de camiões no seu conjunto. “Foi um ano de consolidação dos princípios e valores fundamentais da Volvo”. Entre os serviços adicionais disponibilizados contam-se os programas de formação de motoristas e os sistemas eletrónicos de auxílio à condução ou à gestão de frota. Na área de após-venda, a marca dispõe de serviços relacionados com manutenção preventiva, diagnóstico, reparação e colisão, independentemente da idade da viatura.

No mercado de comerciais pesados de passageiros, as marcas líderes foram a Mercedes-Benz, a Iveco, a MAN e a Volvo.

 

No final do ano passado, a norte-americana Tesla apresentou, na Califórnia, o seu novo modelo de camião elétrico, que vai começar a ser produzido em 2019. O camião Tesla Semi é um trator com semirreboque elétrico, com uma frente inclinada que favorece a aerodinâmica. Equipado com a mais recente tecnologia embarcada, dispõe também de Autopilot, que mantém o camião na sua faixa de rodagem, regula a velocidade pelo carro da frente e trava em caso de combate eminente com veículos ou peões.

O novo camião terá uma capacidade de carga de 36 toneladas, a 104 Km/h, e autonomia de 800 km, com a carga máxima. O tempo de carregamento será apenas de 30 minutos (energia para 640 km) com recurso a megacarregadores com 350 kw de potência.

O que a Tesla apresentou no final do ano só antecipa o que os maiores fabricantes do setor automóvel já andam a ensaiar há anos. A Mercedes-Benz Trucks apresentou o seu primeiro camião elétrico em 2016, no Salão de Veículos Comerciais, em Hanover. Em fevereiro passado anunciou que vai colocar no mercado, para testes, o camião elétrico eActros, entregando 10 veículos a clientes-piloto, com peso bruto de 18 ou 25 toneladas. Estes clientes, localizados na Alemanha e Suíça, vão testar a fiabilidade e economia dos veículos em contexto real, durante um ano, após o que os camiões irão depois seguir para um segundo conjunto de clientes por mais doze meses.

O novo veículo, que poderá começar a ser produzido em série a partir de 2021, tem uma autonomia de até 200 km, fornecida por duas baterias de iões de lítio com uma potência de 240 kWh, e capacidade de carga máxima de eixo de 11,5 toneladas. Para já, o foco no elétrico, por parte da Mercedes-Benz Trucks, é o transporte de mercadorias nos meios urbanos, que apresenta vantagens ambientais, com a eliminação de emissões de gases poluentes e a redução do ruído.

Também a Volvo está a desenvolver soluções de mobilidade elétrica aplicáveis a todos os segmentos e prevê comercializar camiões elétricos já no próximo ano. “Numa primeira fase, a marca acredita numa proposta 100% elétrica para a distribuição urbana, enquanto as baterias se tornam cada vez mais potentes, com maior capacidade e com velocidades de carregamento mais elevadas”, explica o diretor executivo da Auto Sueco Portugal. Para que isso aconteça, a Volvo Trucks já está a transferir tecnologia utilizada nos autocarros para os seus camiões.

Pedro Oliveira defende que, neste cenário de um futuro que privilegiará a eletromobilidade, é “extremamente positivo” para a industria e para o setor o aparecimento de novas soluções. “Com elas, surgem novas ideias e novos desafios, que beneficiam tanto os fabricantes como os clientes”. Mas ressalta: “Acreditamos que a estratégia de longo prazo desenvolvida pela Volvo vai permitir que a marca mantenha o seu percurso de grande consistência e rigor enquanto fornecedor de soluções de transporte, em parceria com as empresas transportadoras”.

Tesla vende 50 camiões elétricos a empresa de Abu Dhabi

A Renault Trucks vai apresentar, ainda este ano, os projetos de veículos pesados de mercadorias movidos a energia elétrica, que tem vindo a desenvolver com os seus parceiros.

Luís Jervell, diretor comercial da Galius, considera a apresentação do Tesla Semi “uma excelente novidade, pois mostra o empenho e a capacidade da raça humana de se modernizar e a sua preocupação na preservação do meio ambiente”. Na sua opinião, a Tesla apresenta-se como um novo ator que estimula e dinamiza o desenvolvimento da mobilidade elétrica, o que vai incentivar uma aceleração global do esforço de investigação. O resultado será “o surgimento de novos atores no mercado, trabalhando para o mesmo fim: “uma solução de transporte economicamente frutuosa e respeitadora do ambiente”.

Roberto San Felipe, diretor comercial de camiões da Scania Ibérica, também mostra satisfação com a presença de empresas como a Tesla, que “empurram no sentido de um futuro sustentável”. “Veremos a aplicação deste veículo em trabalho real nas estradas europeias”, diz. O compromisso com o transporte sustentável por parte da Scania vem de há muito: “Somos a marca com a mais ampla gama de veículos movidos por combustíveis alternativos e estamos a desenvolver tecnologia e a investir na pesquisa de veículos híbridos e pilhas de hidrogénio e a avançar sobre a questão da eletrificação, que acreditamos ter um grande futuro”.