Logística

“Queremos crescer. Em 2017 crescemos 7 a 8%”

Uma empresa familiar e uma das líderes no seu setor. Ficámos a saber um pouco mais da Fromm numa conversa com o CEO da empresa, Reinhard Fromm, num exclusivo para a LOGÍSTICA & TRANSPORTES HOJE.

Como está o negócio em Portugal?

O mercado português está a correr bem. Não é um mercado tão grande como os Estados Unidos ou a Alemanha, mas é um mercado muito interessante para nós. Começamos do zero em Portugal  há 20 anos atrás. O negócio tem crescido e agora fizemos cerca de 3 milhões de euros em vendas. E sentimos que temos ainda muito potencial para crescer. Com a equipa portuguesa no terreno estamos bem posicionados para ter sucesso com os novos produtos que estamos prestes a lançar.

Qual o setor onde as vossas vendas são maiores? –  continuamos a falar do mercado português.

Os nossos produtos são usados, na maioria, em indústrias de carga pesada, como a indústria do papel, alumínio, aço, da madeira, etc.  Cuidamos das coisas pesadas. Temo um produto chamado Airpad com bolhas de ar para proteger produtos em caixas, mas a maioria das nossas máquinas são para a indústria pesada.

E em termos globais, como estão a correr os negócios?

Fizemos 250 milhões de € em todo o mundo. Sendo que Portugal contribui com cerca de 1%. O nosso mercado nos Estados Unidos é um dos mais importantes, mas sabemos que ainda temos que fazer nos EUA, mas também na Ásia. Acho que ainda temos potencial de crescimento em muitos

E as áreas de negócio em Portugal onde estão presentes em Portugal.

Temos madeira, tubos, alumínio, e temos o mercado da logística e do embalamento.

 A nova versão do Airpad, com máquinas menores, foi lançada há um par de anos. Como se está o mercado a reagir a este produto.

O mercado do online veio potenciar este tipo de produto, muitas das empresas de vendas online usam o nosso produto. Por exemplo, em Itália vendemos 40 máquinas para a marca Prada porque eles mudaram a estratégia e agora têm lojas em todo o lado. E quando não têm produtos numa certa loja pedem a outras lojas para enviar o produto e usam o Airpad.

Em Itália vendemos 40 máquinas para a marca Prada porque eles mudaram a estratégia e agora têm lojas em todo o lado. E quando não têm produtos numa certa loja pedem a outras lojas para enviar o produto e usam o Airpad”.

Como acham que o mercado português se vai comportar no futuro, tendo em conta os vossos setores?

Acredito que o mercado do Airpad ainda pode crescer e o mercado da cintagem também, sei que necessitamos de uma maior linha de máquinas de cintar que sejam mais competitivos no custo, porque a competitividade é muito forte neste segmento, principalmente a nível de preços vindos da China.
Durante 2018 vamos lançar uma nova linha de cintagem com preços competitivos na Europa e podemos fazer muito mais. Recentemente compramos uma empresa na Finlândia que produz máquinas automáticas de envolvedora para grandes formatos – tanto na horizontal como na vertical.

Qual a diferença entre os preços que se encontram na Ásia e os da Fromm?

Pode-se comprar cópias das nossas máquinas na China, mas com qualidade inferior e sem os nossos serviços, claro. E quando há problemas com essas máquinas é muito difícil que o serviço ao cliente funcione. No nosso caso temos serviço ao cliente e, inclusive, temos reparações em máquinas com mais de 20 anos.

E qual as vossas soluções: alugam ou vendem?

A maioria vendemos, mas também alugamos e temos um terceiro modelo de free loan em que os clientes usam a nossa máquina mas só podem comprar os consumíveis à Fromm. Ou seja, temos três soluções.  Por exemplo, em Portugal, o free loan é o modelo de negócio mais usado.

Quais são as principais preocupações da Fromm hoje em dia?

Só para dar um exemplo, uma das principais preocupações é a reciclagem. Somos das maiores empresas a reciclar na Alemanha. Tudo o que produzimos nas nossas fábricas são 100% recicláveis.

Recentemente comprámos uma empresa na Finlândia que produz máquinas automáticas de envolvedora para grandes formatos – tanto na horizontal como na vertical”.

E hoje em dia como veem a evolução da vossa indústria?

Estamos por exemplo a preparar displays de touch screens e APP para as nossas máquinas. É indústria pesada a utilizar software avançado.

Quais são as expetativas de crescimento?

Queremos crescer. Em 2017 crescemos 7 a 8%. Se todos os anos crescermos isso, seria muito bom.  Não vendemos preço, vendemos qualidade e com bom serviço.

Em termos de novos mercados, onde querem ir?

Na Europa estamos em quase todo o lado. Estamos nos EUA. Começámos há pouco tempo no Canadá. Estamos na Índia há sete anos. E até estamos na China onde fazem muitas cópias dos nossos produtos – o que não deixa de ser interessante.