Mobilidade

Plataforma que “centralize todos os transportes” é “o próximo grande passo para os transportes públicos”

Plataforma que “centralize todos os transportes” é “o próximo grande passo para os transportes públicos”

A Ubiwhere criou uma plataforma para potenciar a utilização dos transportes públicos com recurso a blockchain e vai estar no MOB Lab Congress, em julho, para explicar de que forma esta inovação pode trazer uma visão unificada da Mobilidade urbana das cidades. À LOGÍSTICA & TRANSPORTES HOJE, Rui Costa, o CEO da startup nacional, faz uma antevisão da tecnologia que irá apresentar.

A Ubiwhere assume-se como uma empresa tecnológica focada no desenvolvimento de soluções para smart cities. O que estão a desenvolver neste âmbito?

A Ubiwhere encontra-se a desenvolver diversos projetos na área das Smart Cities, a nível nacional e internacional. Durante estas iniciativas, a Ubiwhere tem vindo a criar soluções inteligentes em mais de 40 cidades a nível mundial, tais como, a cidade do Porto, Helsínquia, Barcelona, Birmingham e Milão.

Neste âmbito, a Ubiwhere apresenta-se com diferentes soluções, entre as quais se destacam: Uma plataforma de Mobilidade – base do projeto BlockCarPollution – que tem como objetivo trazer uma visão unificada da Mobilidade Urbana da cidade, agregando num só sistema todos os tipos de Mobilidade (bike sharing, transportes públicos, transportes privados, estacionamento, fluxos de trânsito, motores de rotas, etc); Verticais específicos para a cidade, isto é, aplicações relativas a um domínio específico da cidade onde são instalados sensores e um plataforma de gestão e controlo dos mesmos; Uma plataforma Urbana que produz uma visão holística da cidade e de todos os seus domínios, produzindo indicadores de múltiplos domínios que ajudam a camada de gestão a tomar decisões mais informadas.

Como funciona o projeto Block Car Pollution? Que parceiros já têm?

O projeto Block Car Pollution pretende disponibilizar aos utentes de transportes coletivos um sistema inteligente de recompensas, capaz de gerar moedas digitais aquando da aquisição de bilhetes às entidades de transportes coletivos associadas ao projeto.

A plataforma tecnológica, resultante desta ideia, assenta no conceito de Smart Contracts – um protocolo de transações baseado numa rede segura e descentralizada (blockchain) -, fornecendo um mercado digital (online marketplace) onde a criptomoeda gerada pelo sistema de recompensa poderá ser usada para aquisição de produtos e serviços das entidades parceiras do projeto.

O que é que ainda é preciso fazer para promover uma maior utilização dos transportes públicos em Portugal?

A existência de uma plataforma que centralize todos os transportes num só sítio e produza uma visão holística da operação associada à Mobilidade Urbana é, na nossa perspetiva, o próximo grande passo para os transportes públicos. É importante que os dados de transportes sejam abertos e normalizados (e.g. GTFS) para garantir uma maior interligação e gestão transversal dos domínios dos transportes públicos numa cidade (e.g. Metro, Autocarro, Comboio, etc). Isto não só é importante do prisma do cidadão, que tem uma oferta muito mais rica, não tendo de navegar entre aplicações para comprar viagens multimodais, mas também do ponto de vista de quem gere a Mobilidade Urbana e que tem de agir, em tempo real, sobre a operação da cidade por forma a fomentar a utilização dos transportes públicos. Por último, refira-se que este tipo de iniciativas tem impacto em todas as áreas da cidade, desde a Mobilidade mais simples até às melhorias na qualidade do ar pela redução dos carros nos centros da cidade.