Paletização

Rotom quer chegar aos 10 M€ em cinco anos

Há 10 anos Miguel Correia era comercial numa empresa de logística inversa e pooling que necessitava de 1000 paletes plásticas. Após alguma investigação mandou um email à Rotom Europa, não só fazendo a consulta para a aquisição de paletes, mas também  questionando sobre o porquê de não estarem presentes em Portugal.

Duas semanas depois, Dirk Boutens, um dos sócios da empresa, estava em Portugal e Miguel Correia assumia a direção-geral da Rotom Portugal. Na altura a empresa estava presente em seis países, hoje está em nove.

A atividade da empresa arrancou em 2008. O ambiente económico de crise e o grupo estava, revela Miguel, “receoso”. Os “dois primeiros anos foram complicados. Estávamos a subir em vendas, mas não ao ritmo pretendido”, explica. No entanto, “a partir daí as vendas dispararam”, conta. Em 2017 atingiram perto de 4 milhões em vendas. Este ano esperam chegar aos 5 milhões. 70% deste valor – explica o diretor geral – provém da área de venda de paletes usadas.

“Em Portugal a nossa actividade está na madeira, seguida do plástico e do metal”. Em 5 anos, destaca, pretendem chegar aos 10 milhões de euros.

Uma das características da empresa é o facto de comercializar equipamentos logísticos que são necessários em toda a cadeia de abastecimento.

Na Empack desde o início

A Rotom participa na Empack desde a primeira edição em Portugal: “Acredito que este evento tem sido preponderante para a nossa visibilidade no mercado nacional. Temos feito bons contactos com as pessoas certas, e é uma oportunidade para divulgar todos os anos os novos produtos e serviços que temos para propor. Tem-se revelado uma excelente aposta dada a todos e com uma conversão elevada nos contactos comerciais estabelecidos”, comenta.

Investimentos

“Há um ano abrimos um armazém na Maia, para libertar ocupações, com 1600 m2.”

Por ter “necessidades de crescimento”, o grupo decidiu investir na construção de um outro armazém, na localidade de Valado dos Frades, Nazaré, com 13 mil m2 de área, dos quais 3 mil são destinados a escritórios e armazém.  Com este investimento, o armazém actual em Leiria será completamente desactivado.

Atualmente a empresa 20 funcionários: 15 em Leiria e 5 na Maia e nos próximos 2 anos esperam aumentar a equipa em 10 a 15 pessoas.

O Diretor-Geral da Rotom revela ainda que a empresa está “quase a chegar acordo” para a aquisição de uma base na Azambuja, com 1300 m2 de armazenamento e uma área total de 5600 m2.

Acesso a crédito

O acesso a crédito “foi sempre uma das principais contrariedades” que a empresa teve de enfrentar, lamenta Miguel Correia. Com capital 100% estrangeiro não tem acesso “a programas como Portugal 2020”, por exemplo, “pelo que tivemos de recorrer sempre a empréstimos da casa mãe” com taxas de juro obtidas na Holanda e “com as quais os bancos portugueses não conseguem competir”.