Logística

Um sistema “à prova de erro”

Um sistema “à prova de erro”.

Visitamos o centro logístico da NOS em Alverca. No local onde se reparam e gerem stocks de telemóveis, smartphones e também boxes de televisão e demais consumíveis para as lojas da operadora. Logística, logística inversa, flexibilidade e rastreabilidade, e como a digitalização está a mudar o supply chain da operadora.

Acompanhados por Filipe Santos, Diretor de Logística e Gestão de Terminais, a Logística & Transportes visitamos o centro logístico da NOS em Alverca.
Antes de visitarmos o armazém em si, mostram-nos a parte de testes de equipamentos. Sejam smartphones ou “boxes” de televisão da NOS, é aqui que são reparadas e testadas antes de serem enviadas, ou reenviadas ao consumidor. São várias as marcas que são reparadas naquele local, e são vários os colaboradores de marcas externas que trabalham neste espaço, num espaço com muito inovação, informação, zona climatizada e chão electroestático. Esta zona foi construída obedecendo a todas as regras da electroestática para não prejudicar o produto”, indica o responsável.

No armazém veem-se muitas paletes armazenadas ao estilo da McDonald’s, como refere Filipe Santos. “Foi uma ideia de um estagiário, que hoje é responsável do centro de logística”.

Mas o centro não é só de reparações, mas também da gestão de stocks de fim de vida. Muito da gestão de stocks de equipamentos em fim de vida é feito a partir deste centro, indica Filipe Santos.
O armazém funciona 24 horas por dia, “até às 18 horas as encomendas, e durante a noite é quando os empilhadores funcionam, até por questões de segurança, para quando os colaboradores chegam de manhã possam começar a expedir”, o responsável fala num sistema

“À prova de erro”

Construído à “prova de erro”, e explicou: “Trabalhamos num sistema SAP da NOS é feito à prova de erro, isto é, todas as áreas tem um inventário cíclico. Se, por exemplo, ao final do dia sobrar ou faltar uma unidade é tudo contado novamente. Para um erro desses acontecer tinha que os feeders à noite enganarem-se, os line feeders de manhã enganarem-se e a zona de expedição enganar-se, o que é pouco provável. E ainda existe uma relação com os transportadores, estamos integrados com eles em termos de estado, e eles sabem quais as referências que é suposto vir recolher, desde que este sistema está instalado não houve erros, ou pelo menos foi detetado antes da exposição”.
Neste armazém é feita, igualmente, a gestão dos parceiros a nível de stocks. “Lojas, franchisados ou mesmo de parceiros”.

“A digitalização cria a exigência, mas também a solução”

No armazém da NOS há cada vez menos papel, tudo é feito digitalmente, indica Filipe Santos. “Na NOS não utilizamos prova de compra, temos essa informação digitalmente. E isso elimina muito papel”. No armazém vêm-se muitas paletes armazenada ao estilo da McDonald’s, como refere Filipe Santos. “Foi uma ideia de um estagiário, que hoje é responsável do centro de logística, na altura percebeu que o facto dos produtos estarem embalados antes de serem expedidos, só atrapalha. Só quando for para a zona de expedição, com otimização de espaço de 1 para 10.

Filipe Santos, Diretor de Logística e Gestão de Terminais

Filipe Santos, Diretor de Logística e Gestão de Terminais

“Na área de produção a ideia é sermos muito flexíveis, um dia a produzir boxes, outro a fazer cartões SIM, outro a produzir packs, etc”. Esta foi uma das áreas que inclui a metodologia Kaizen, onde mudamos processos e layout de forma a garantir harmonização. Cada processo produtivo obedece à otimização de pessoas. E não automatizamos esta área porque só o fazemos quando faz sentido, e esta área de produção é necessário muito flexibilidade – e aqui com a robotização perdia-se a flexibilidade.
Há uma seção onde chega os produtos para reparação. As lojas já prepararam os aparelhos para a reparação, com caixa de bolhas e com uma caixa, para não haver um risco de ter mais estragos durante o processo e no transporte. “Uma zona menos bonita da logística, mas muito importante, uma má triagem pode prejudicar o resto da cadeia”.

NOS - Logística e Transportes Hoje (3)

Quando estamos a fazer uma instalação em casa do consumidor, a parte logística tem informação do que está a ser instalado, não existindo papel. E quem diz isso, diz uma loja, para se começar a prepararem stocks.  “A digitalização cria a exigência, mas também a solução”.