Transportes

Nissan Leaf: primeiro estranha-se, depois entranha-se!

Nissan Leaf - Logística e Transportes Hoje

A curiosidade pelos veículos elétricos é cada vez maior. Não aquela curiosidade de experimentar um “brinquedo novo” como quem experimenta o último modelo de smartphone, mas sim pela efetividade na sua utilização. Seja para o transporte de mercadorias ou para frotas de empresas. Nas próximas linhas encontra o que achamos do Nissan Leaf. Carro elétrico, claro.

Pelas fotos o leitor percebe que este não é um automóvel ligeiro de mercadorias, mas sim um automóvel de passageiros. Então, o que faz este artigo numa revista para profissionais da logística e dos transportes? É o facto de ser elétrico e que tudo o que seja mobilidade elétrica vai mudar as nossas vidas (pessoais e profissionais) no futuro próximo. E não resistimos a testar uma das novas propostas mais interessantes do mercado. Claro, que mesmo dentro do universo B2B é um veículo possível de utilizar e que os gestores de frotas estão a começar a olhar para os custos/investimentos em frotas exclusivamente elétricas. Ora, contamos como foi experimentar este veículo no dia-a-dia quer em cidade quer em vias rápidas.

“O mais estranho e mais surpreendente é a forma de arranque da viatura: muito rápida e responsiva, quase que nos remete para as aceleras – mas sem o barulho.”

Com a bateria totalmente carregada começamos por carregar no start e é o painel de instrumentos que nos indica que o carro está pronto para a andar, é elétrico não há tradicional barulho de combustão, o que leva o condutor menos experiente a certificar-se várias vezes se está mesmo ligado.
Depois, e para quem está habituado a conduzir viaturas automáticas, vamos para a manete das mudanças, que aqui foi substituído por um botão redondo bem saliente onde escolhemos a forma de condução que pretendemos: marcha atrás, parqueamento e marcha. Não deixa de ser uma maneta, mas também não o é.
O mais estranho e mais surpreendente é a forma de arranque da viatura: muito rápida e responsiva, quase que nos remete para as aceleras – mas sem o barulho.

Nissan Leaf
A condução é muito, muito suave, e em poucos minutos estamos habituados a guiar o veículo sem grandes complicações, sobretudo para quem está habituado a conduzir automóveis automáticos, sem embraiagem. Tudo o resto torna-se muito “normal” e fácil. Mesmo para o tipo de condutor que gosta de ouvir um motor a trabalhar. Assim, o ambiente agradece.

Autonomia cada vez maior

Uma das grandes preocupações com os veículos elétricos é a sua autonomia. Cada ano, ou melhor, a cada trimestre, os veículos que chegam ao mercado têm melhores baterias, com maior capacidade. Este Nissan promete até 250km de autonomia. O que, bem vistas as coisas, é uma excelente evolução. Andamos três dias com o carro e percorremos 180km com ele sem qualquer necessidade de o carregar. E não o poupamos. Afinal teste é teste. A bateria é de 30 kWh e está disponíveis nos equipamentos Acenta e Tekna e pesam…21kg.

“O fator-chave para o alto desempenho da nova bateria é uma atualização ao design interno e à química utilizada. O recurso a um cátodo de alta capacidade melhora o desempenho, enquanto a alteração da disposição das células também contribui para esse ganho.”

De acordo com a marca nipónica “o fator-chave para o alto desempenho da nova bateria é uma atualização ao design interno e à química utilizada. O recurso a um cátodo de alta capacidade melhora o desempenho, enquanto a alteração da disposição das células também contribui para esse ganho. A bateria tem uma garantia de oito anos ou 160 mil kms. É fazer as contas!
O processo de recarregamento é simples. O utilizador por recarregar a partir das suas residências, carregadores públicos ou de uma rede de carregadores rápidos (trifásicos, 400 V) que se estão a expandir rapidamente pela Europa e que é já a melhor rede de carregamento rápido para veículos elétricos disponíveis.

Nissan Leaf
E este Leaf tem serviços e tecnologia agregados, segundo a Nissan, uma vez que pode “interagir” e ser controlado remotamente pelo seu proprietário através do sistema “Carwings”. O que permite verificar o estado de carregamento ao pré-aquecimento do habitáculo nos dias frios de inverno e ainda tem a capacidade de capacidade de pré-aquecer ou refrigerar o habitáculo sem utilizar a energia da bateria.
O PVP recomendado das várias versões varia entre os 30 mil euros e os 38.800 euros, dependendo da versão. Bem vindos ao futuro!