Transportes

APVGN diz que apoios à descarbonização da frota de táxis discriminam veículos a gás natural

APVGN diz que apoios à descarbonização da frota de táxis discriminam veículos a gás natural

A Secretaria de Estado do Ambiente publicou no passado dia 29 de junho, através do Fundo para o Serviço Público de Transportes, o aviso de abertura de candidaturas para o ‘Apoio à descarbonização da frota de táxis’que oferece subsídios a fundo perdido entre os 5000 euros e 12 500 euros para os taxistas que desejem substituir os seus veículos atuais por veículos elétricos. Uma medida que, segundo a Associação Portuguesa do Veículo a Gás Natural (APVGN), “discrimina os veículos a gás natural”.

“Apesar da intenção meritória desta iniciativa verifica-se com este aviso que a Secretaria do Ambiente discrimina os veículos a gás natural (VGNs) pois os referidos subsídios destinam-se exclusivamente a veículos elétricos. A APVGN protesta energicamente contra tal discriminação e reivindica que o referido subsídio a fundo perdido para os taxistas seja estendido também aos veículos a gás natural”, refere a APVGN numa nota enviada às redações.

A associação diz também que “os veículos a gás natural são os mais aptos à utilização no serviço de táxi, tanto em termos de autonomia, como de tempo de reabastecimento e de economicidade” e que “grandes cidades da Europa estão a estimular a utilização dos VGNs no serviço de táxi (só em Berlim já circulam mais de 2000 táxis a gás natural)”

A APVGN diz ainda que “para o ambiente urbano os VGNs são os veículos mais adequados, pois reduzem drasticamente as emissões de óxidos de azoto (NOx) e de partículas em suspensão (PMs)” e que “em termos climáticos os VGNs também dão uma contribuição poderosa pois reduzem em mais de 20% as emissões do dióxido de carbono (CO2)”.