Mobilidade

“Portugal ainda está em condições de ser um dos ‘front runners’ da mobilidade elétrica”

O Ministro do Ambiente, João Matos Fernandes, salientou que Portugal ainda está «em condições de ser um dos front runners» da mobilidade elétrica, lembrando que já é possível ir de Valença a Vila Real de Santo António de automóvel elétrico. As declarações foram proferidas na abertuda do 2º Fórum Nissan para a Mobilidade Inteligente, que decorreu no dia 7 de fevereiro, na Cidade do Futebol, em Oeiras.

Por sua vez, Antonio Melica, Diretor-geral da Nissan em Portugal, salientou que a visão da Nissan para “criar um futuro mais sustentável para todos já é uma realidade, uma realidade na qual os automóveis são livres de emissões e que são parceiros dos ocupantes, uma realidade na qual os automóveis têm um papel ativo na gestão da energia das nossas casas, das nossas cidades, do nosso mundo”.

O evento trouxe a Portugal Ponz Pandikuthira, Vice-presidente da Nissan Europa para a Estratégia e Planeamento de Produtos, que destacou, no âmbito do Ecossistema Elétrico da Nissan, que o objetivo da nova geração de consumidores passa por ter «mobilidade sem restrições, nomeadamente na cidade, o que pressupõe novos tipos de veículos, mais inteligentes, não poluentes e partilhados».

Ao longo do dia, vários especialistas debateram os desafios, tendências e oportunidades para Portugal, relacionados com o desenvolvimento do denominado Ecossistema Elétrico da Nissan e as implicações em termos ambientais.

No âmbito do primeiro painel dedicado aos temas da Mobilidade Inteligente e da Condução Inteligente, Raphael Meillat, Diretor de Marketing Intelligence da Nissan Europa, sublinhou que as marcas têm de se adaptar para irem ao encontro da expectativa dos consumidores. Ao abordar o tema da condução autónoma, sublinhou que as pessoas têm passado da incredulidade e ceticismo para a aceitação, mostrando uma rápida capacidade de adaptação e entusiasmo com esta nova solução de mobilidade, que reconhecem como mais segura e representando uma mais-valia enquanto ajuda ao condutor.

No segundo painel, subordinado à temática da Energia Inteligente, o Secretário de Estado Adjunto e do Ambiente, José Gomes Mendes, salientou que “sem mobilidade é muito difícil criar valor para a economia. No entanto, o sistema de mobilidade gera externalidades negativas”. Segundo o Secretário de Estado, o objetivo de Portugal é o de reduzir até 2030 os gases com efeito de estufa em 26% face aos dados de 2005 e que, para alcançar estes objetivos, será fundamental a aposta no transporte público e na eletrificação da mobilidade. Salientou ainda que o Governo português está aberto a outras soluções que contribuam para a melhoria da mobilidade.

Questionado pela audiência quanto ao adiamento da data de arranque do mercado da mobilidade elétrica, o Secretário de Estado Adjunto e do Ambiente reconheceu que o processo tem sido complexo. Alexandre Videira, presidente da MOBI.E anunciou, porém, que o início do pagamento nos postos de carregamento rápido de veículos elétricos deverá acontecer até ao fim do primeiro semestre de 2018.