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A nova estratégia da Amazon para “revolucionar” a distribuição urbana

Amazon_Hub

A Amazon está a planear somar mais 1.000 centros de distribuição nos subúrbios e centros das cidades dos Estados Unidos da América (EUA). Esta alteração poderá levar a marca retalhista mais próximo dos clientes, bem como aumentar e melhorar a rede de entregas e distribuição como um todo.

Por norma, a Amazon abre os seus “depots” em ambientes externos, mantendo-se longe de áreas residenciais, mas esta nova estratégia pode aproximar a marca ainda mais perto dos clientes ao aumentar a velocidade de entrega.

“Trazer a Amazon para mais perto de áreas suburbanas e urbanas é importante para o retalhista, em parte porque, concorrentes como a Walmart e a Target geralmente estão próximos dessas áreas”, admitem os analistas norte-americanos ouvidos pela Bloomberg, já que “esses retalhistas aproveitam a proximidade com os clientes para dar entregas rápidas no mesmo dia, uma vez que podem utilizar as suas lojas como centros de entrega”.

A ideia é a que, com esta nova estratégia, a Amazon possa replicar uma estratégia semelhante à dos concorrentes, com centros de entrega próximos aos subúrbios, alcançando mais clientes mais rapidamente, ajudando a aumentar seu volume de vendas e melhorar a satisfação à medida que os clientes exigem entregas mais rápidas.

Além disso, a expansão destes centros mais urbanos pode ajudar a Amazon a tornar-se cada vez mais independente de outros serviços de entregas externos e evitar algumas das dificuldades que enfrentou no início da pandemia.

Amazon re:MARS - Prime Air Drone

O aumento do comércio eletrónico causou um aumento sem precedentes no volume da Amazon, mas trouxe desafios enormes no que diz respeito aos timings de entrega. De acordo com os números conhecidos, a pandemia impulsionou o crescimento do comércio eletrónico, com as vendas a crescerem mais de 44% no segundo trimestre, face ao mesmo período de 2019.

Como retalhista presente nesta primeira linha, a Amazon colheu os benefícios do aumento do comércio eletrónico, atingindo receitas de superiores a 45 mil milhões de dólares (mais de 38 mil milhões de euros) no segundo trimestre.

Mas este crescimento veio com enormes desafios como atrasos nas entregas e redução nas velocidades de envio. Outros concorrentes, como a Walmart, conseguiram resistir à tempestade de forma mais eficaz por causa da sua enorme rede de lojas e proximidade aos consumidores, reduzindo, assim, o tempo de entrega. Replicar as estratégias dos concorrentes poderia ajudar a Amazon a recuperar a quota de mercado perdida e fazer crescer, ainda mais, o negócio na época de férias que se aproximam no país.

A nova estratégia da Amazon para abrir centros de distribuição mais urbanos, pode ter na aquisição de lojas abandonadas de retalhistas mais pequenos, entretanto falidos, uma das soluções.

Além disso, estes centros de distribuição urbanos, também facilitaria outra das inovações que a Amazon quer trazer ao mercado da last mile: a entrega por meio de drones para aumentar ainda mais as velocidades de entrega.

Não será por acaso que a Amazon anunciou a contratação de mais de 100.000 funcionários, podendo estes ajudar a equipar esses novos “depots” para melhorar a eficiência e fortalecer ainda mais as operações nos próximos meses. A este anúncio candidataram-se, até esta data, mais de 380.00 pessoas.

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