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Transportes

Critical Software desenvolve solução para a ferrovia nacional

projeto ferrovia

A Critical Software investiu, recentemente, no desenvolvimento de um Módulo de Transmissão Específica, uma tecnologia exclusiva para o mercado ferroviário português e que vai ao encontro dos requisitos exigidos pela União Europeia para a interoperabilidade dos comboios entre os diferentes países. A solução, que já tem um protótipo funcional, tem como objetivo desempenhar um papel fundamental na operação segura de qualquer comboio ou locomotiva em Portugal nos próximos 15 a 20 anos e deverá, em breve, ser apresentada às entidades oficiais e a clientes privados.

Em comunicado, a empresa especializada em soluções e serviços de engenharia refere que, “nos últimos anos, a necessidade de interoperabilidade entre os comboios e consequente cumprimento da legislação europeia apresentou-se como um desafio para o país e para as diferentes empresas que operam no mercado”.

Partindo deste problema, a Critical Software “desenvolveu esta tecnologia e o respetivo plano de negócios, no qual ficou evidente o interesse nacional da solução, mas também o benefício para o país em termos de criação e desenvolvimento de conhecimento, criando postos de trabalho qualificados”, explica.

De acordo com a empresa, a tecnologia possibilitará a entrada de novos comboios e locomotivas em Portugal com um sistema de segurança avançado que, além de suportar o sistema requerido pela União Europeia, garante a compatibilidade com o sistema de proteção atualmente em uso a nível nacional.

“Este Módulo de Transmissão Específica faz parte de uma classe de produtos de Proteção Automática do Comboio e permite a qualquer composição frear autonomamente – sem a intervenção do operador – prevenindo, assim, acidentes com consequências desastrosas”, lê-se no mesmo comunicado.

Luís Gargaté, responsável pela área de transportes da Critical Software, acredita que, “se esta solução for adotada, será possível verificar beneficios para a economia Portuguesa e poupanças para o Estado, entre os 50 e os 100 milhões de euros nos próximos anos, bem como a criação, direta e indireta, de cerca de 50 a 100 postos de trabalho permanentes e altamente qualificados, nos próximos dois anos”.  O responsável acrescenta que a empresa já está a “discutir a contratualização com potenciais interessados”.

O mesmo comunicado adianta que “o investimento está a ser suportado integralmente pela Critical Software, que está a apostar numa solução com alta capacidade de exportação de conhecimento, visto que outros países europeus têm desafios semelhantes por resolver”. Por isso, ainda que o plano de disponibilização da solução esteja dependente de entidades externas à multinacional portuguesa, “prevê-se que esta seja a primeira solução certificada e operacional no mercado, num período que, dado o estado atual de desenvolvimento, se prevê estar compreendido entre 2022 e início de 2023”, conclui.