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Maioria dos e-shoppers ainda preferem entregas em casa

71% dos e-shoppers, em Portugal, tem na própria residência o local preferido de entrega, percentagem que fica, no entanto, abaixo da média europeia que se situa nos 86%, conclui o barómetro DPDgroup e-shopper 2019.

Já o local de trabalho é preferido por 30% de quem compra online, realidade bem diferente da europeia onde somente 18% tem no local onde trabalha o sítio para receber as suas compras. Já a recolhe num pick-up point foi referenciado por 17% dos e-shoppers portugueses, valor igual à média europeia. Estes pick-up points foram, de resto, destacados por Olivier Establet, CEO da DPD Portugal, que salientou que “estes serão o futuro”, até porque, segundo o responsável pela operação que junto Chronoposto e Seur em Portugal, passando a funcionar como DPD, “as entregas ao domicílio são vistas como um luxo insustentável”.

Portugal é, aliás, o país na Europa com mais pick-up points no universo DPD, onde Establet referiu que a taxa de sucesso de entrega ronda os 99,5%, enquanto na entrega ao domicílio, a primeira tentativa tem uma taxa de insucesso de 10%.

O estudo da DPD revela ainda que 83% dos e-shoppers regulares consideram que a entrega da última compra online foi fácil, num universo que efetua as compras digitais (72%) por smartphone e que 84% admite que comprar online permite poupar tempo e 72% salienta que poupa dinheiro com compras online.

Apesar da penetração das compras online, em Portugal, ainda estar a alguma distância da média europeia (9,8% vs 13,5%), o estudo da DPD mostra que os artigos mais comprados são moda (62%), beleza/saúde (37%) e livros (36%). Os e-shoppers regulares portugueses têm menor experiência que os seus pares europeus, sendo que 47% começou a fazer a comprar online há mais de 5 anos (vs. 62% de média europeia).

No entanto, os portugueses compram bastante em sites estrangeiros, muito mais que a média europeia (82% vs 62%). A origem das compras mantém-se, maioritariamente, cross-border, representando a China 70% das compras online, seguida de Espanha (61%) e Reino Unido (50%).