Transportes

Março penaliza volume de negócios da STEF no 1.º trimestre

Março penaliza volume de negócios da STEF no 1.º trimestre

O grupo STEF registou um volume de negócios de 793,4 milhões de euros no primeiro trimestre de 2020, correspondendo a uma descida de 1,1% face aos 802,5 milhões de euros obtidos em igual período do ano passado.

O grupo admite que o bom desempenho da atividade nos dois primeiros meses do ano “contrasta com o forte abrandamento registado em março, devido ao confinamento das populações e à variabilidade significativa dos fluxos em todas as nossas atividades e em todos os países em que operamos”.

Em termos de geografias de atuação, o mercado doméstico (França) registou um aumento de 1,3% nos primeiros três meses de 2020, passando as receitas de 480,4 para 486,6 milhões de euros.

No segmento refrigerado, as atividades registaram um bom nível de volumes transportados durante os dois primeiros meses e no início de março. Pelo contrário, as últimas duas semanas de março foram particularmente difíceis devido à forte variabilidade dos fluxos associada à crise sanitária, revela a STEF.

As atividades realizadas para as cadeias de retalho alimentar registaram uma atividade sustentada ao longo de todo o trimestre, beneficiando ainda do incremento do comércio eletrónico.

As duas atividades mais impactadas pela implementação do confinamento foram a Restauração, devido ao encerramento da maioria dos restaurantes dos nossos clientes desde meados de março, e a atividade de Pescado Fresco, devido ao encerramento dos grossistas, o principal canal de distribuição destes produtos.

Já as receitas da operação internacional passaram de 196,3 para 204,6 milhões de euros. Num ambiente extremamente complexo, apenas alguns dos países onde o grupo opera conseguiram resistir à crise e manter o crescimento das vendas, sobretudo devido ao seu posicionamento no segmento das cadeias de retalho alimentar. Em Itália, onde as nossas atividades se concentram principalmente no segmento a montante da cadeia de distribuição, registou-se um declínio de 1,5% nas vendas. Primeiro país atingido pela epidemia na Europa, foi afetado, a partir do final de fevereiro, com o encerramento da produção dos fabricantes nacionais de produtos alimentares e das atividades de Pescado Fresco.

A Espanha registou um aumento do volume de negócios de 5,5%. No entanto, e tal como em França, o bom desempenho do negócio com as cadeias de retalho alimentar foi compensado pelo declínio da atividade da Restauração.

O grande “rombo” foi registado na atividade marítima, que caiu mais de 50%, passando de 25,3 para 12,5 milhões de euros.

O período foi marcado pela adjudicação à La Méridionale do serviço aos portos departamentais de Porto Vecchio e Propriano durante 8 meses e pela resposta, realizada conjuntamente com o seu parceiro histórico, para a próxima delegação de serviço público 2021-2027.

Com a crise da COVID-19, de acordo com as recomendações governamentais, a La Méridionale suspendeu o transporte de passageiros a partir de 20 de março e registou uma redução nas suas viagens para a Córsega o que afetou as suas atividades de transporte de mercadorias.

Stanislas Lemor, presidente e diretor-geral do grupo STEF, refere que, “esta crise fez ressurgir claramente o papel do transporte e da logística na cadeia alimentar das populações e a importância, por detrás dela, dos homens e mulheres que a mantêm”.

O responsável admite que o grupo obteve desempenhos “muito contrastantes ao longo do primeiro trimestre de 2020”, embora reconheça que as atividades, que se mantiveram dinâmicas e bem orientadas durante os dois primeiros meses do ano”, com um aumento de 3% do volume de negócios, sofreram um forte impacto em março (-9%) devido à implementação das medidas de confinamento decididas em todos os países europeus.

Lemor termina admitindo que o grupo possui “bases sólidas”, que devem “permitir enfrentar esta crise, de uma escala sem precedentes, ainda que as medidas implementadas para fazer face à pandemia continuem a impactar significativamente a atividade do segundo trimestre”.