Transportes

Medway aumentou para 86% a quota no transporte total de mercadorias

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De acordo com o “Ecossistema Ferroviário Português, referente ao ano 2018, realizado pela Autoridade da Mobilidade e dos Transportes (AMT), a Medway aumentou para 86% a sua quota parte do transporte total de mercadorias por modo ferroviário, sendo o maior operador na generalidade dos grupos de mercadorias. A Takargo apresentou uma maior expressão no transporte de mercadorias da fileira da madeira e pasta de papel (NST 6) e dos produtos das indústrias extrativas (NST 10). Comparando com outros países europeus, Portugal é dos poucos que tem o mercado de transporte ferroviário de mercadorias 100% privado.

A análise revela ainda que, entre 2016 e 2018, as toneladas transportadas em transporte ferroviário em Portugal mantiveram-se constantes, tendo existido, no entanto, um aumento das distâncias percorridas (+9,8% em TKm).

No transporte de mercadorias sobressai o aumento de 65% no transporte de contentores (NST 18) e uma redução de 39% no transporte de coque e produtos petrolíferos refinados.

No ano de 2018, à semelhança dos anos anteriores, a rede ferroviária nacional não sofreu alterações. Os investimentos na infraestrutura registaram uma ligeira subida, relacionados fundamentalmente com a execução do Plano de Investimentos Ferrovia 2020, cabendo a maior fatia ao Corredor Norte-Sul, entre Nine e Valença.

Segundo dados do IRG-Rail, a rede nacional tem uma taxa de eletrificação acima da média europeia (64%) e uma densidade abaixo da média, quer em termos de área, quer de população. No período entre 1990 e 2017, Portugal foi, a par com a França, o país que mais viu a sua rede diminuir em termos percentuais (-17%). A Taxa de Utilização da Infraestrutura (TUI) está também abaixo da média europeia, tanto no transporte de passageiros como no de mercadorias;

Demonstra-se, mais uma vez, o contributo do transporte ferroviário para a descarbonização da Economia, tanto no transporte de passageiros como no de mercadorias. As emissões de gases com efeito de estufa no transporte individual (automóvel) são cerca de 10 vezes superiores relativamente às do transporte ferroviário, por PKm. Nas mercadorias, o transporte rodoviário emite cerca de 15 vezes mais por TKm do que o transporte ferroviário.

Da análise económico-financeira ao ecossistema, regista-se um agravamento dos resultados operacionais no valor de 25 milhões de euros, de 2017 para 2018.

Para a elaboração desta síntese, procedeu-se à análise dos principais indicadores de desempenho do setor ferroviário em 2018 relacionados com a evolução da oferta e da procura de transporte de passageiros e de mercadorias, a qualidade do serviço, a evolução dos preços, a sua vantagem comparativa em termos de sustentabilidade ambiental e o balanço da situação económico-financeira do setor.

Em 2020, a AMT publicará ainda, um novo relatório detalhado sobre o Ecossistema Ferroviário Português onde analisará, igualmente, o impacto das alterações legislativas impostas pelo 4.º Pacote Ferroviário – em especial aquelas que decorrem do Pilar de Mercado – nomeadamente a liberalização plena do transporte ferroviário de passageiros e a consequente abertura à concorrência do mercado doméstico de passageiros, desde 1 de janeiro de 2019 e o reforço do papel das entidades reguladoras nacionais.