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Transportes

Pandemia afeta receitas e lucros da STEF no 1.º semestre

STEF

O grupo STEF registou uma quebra de 10,5% nas receitas no primeiro semestre de 2020, fazendo com que volume de negócios passasse de 1.666 milhões de euros no primeiro semestre de 2019 para 1.491 milhões de euros no final dos primeiros seis meses do atual exercício.

A queda nos resultados operacionais e nos lucros líquidos foi ainda maior. Se no primeiro caso, o relatório e contas indica uma quebra de 58,5% face a igual período de 2019, totalizando 27,9 milhões de euros contra os 67,4 milhões de euros de há um ano, o resultado líquido do grupo caiu 62,7% em comparação com o período homólogo do ano passado, fazendo com que caísse 25 milhões de euros, ou seja, passou de 39,9 milhões para 14,9 milhões de euros.

Stanislas Lemor, presidente e diretor-geral, refere que “apesar da resiliência que a STEF demonstrou e do plano de adaptação implementado, os nossos resultados refletem a magnitude das perturbações causadas pela pandemia no consumo alimentar e na contração económica que a acompanha”.

Em França, as alterações no comportamento de compra e nas cadeias de abastecimento durante o período de confinamento tiveram um impacto diferenciado nas atividades do grupo. A STEF destaca ainda o forte desenvolvimento do e-commerce e à transferência dos volumes do consumo fora de casa para os canais tradicionais de distribuição. De acordo com a informação prestada pela STEF, “as duas atividades mais atingidas foram a restauração, com o encerramento dos restaurantes, e a atividade de produtos do mar, devido ao quase encerramento do setor e à ausência de fluxos para o mercado grossista”.

As atividades de refrigerado também foram afetadas como resultado do encerramento da restauração e do cancelamento de eventos festivos. As oscilações imprevisíveis dos volumes originaram significativos custos de produção adicionais e exigiram grandes esforços de adaptação de recursos.

Já a nível internacional, a crise sanitária apresentou um efeito semelhante ao francês, “com uma atividade sustentada no primeiro trimestre e um segundo trimestre fortemente afetado pela crise”, diz a STEF.

Quanto ao futuro, a STEF refere que “a evolução da pandemia continua a gerar incerteza, mas o grupo está confiante na resiliência do setor agroalimentar, na relevância do seu modelo de negócio, e ainda, nos efeitos do plano de adaptação implementado”.

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