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Transportes

Portos nacionais movimentam mais de 85 milhões de toneladas de mercadorias em 2019

Portos do Continente

Em termos globais, o sistema portuário comercial nacional movimentou mais de 85,3 milhões de toneladas de mercadorias, um decréscimo de ‑5,6% face a 2018.

Considerando apenas o tráfego efetuado no ecossistema portuário do Continente, assinala-se um movimento total de 81,9 milhões de toneladas de mercadorias, valor inferior em -5,8% ao registado em 2018 e correspondente a quase -5,1 milhões de toneladas. Este desempenho global é, de acordo com os dados divulgados pela Autoridade da Mobilidade e dos Transportes (AMT), muito influenciado pelo comportamento do porto de Sines, que regista uma diminuição de -5,4 milhões de toneladas (-12,2%), a que acresce a quebra de -253 mil toneladas da responsabilidade acumulada de Aveiro, Figueira da Foz, Faro e Portimão, anulando as variações positivas dos restantes portos, com destaque para Leixões e Setúbal, com acréscimos respetivos de +278,3 e +200,8 mil toneladas, a que se somam ainda Lisboa e Viana do Castelo, com +121,3 mil toneladas, no conjunto.

Os portos da Região Autónoma da Madeira e Região Autónoma dos Açores movimentaram 1,2 milhões de toneladas e 2,2 milhões de toneladas, respetivamente.

Em termos de quotas globais, o porto de Sines mantém a quota mais expressiva com 47,5% do total, tendo, no entanto, perdido a maioria absoluta ao recuar -3,5 pontos percentuais (pp), face à que detinha em 2018. Leixões aumentou a sua quota em 1,6 pp para 21,9%, sendo que Lisboa e Setúbal subiram +0,8 e +0,7 pp para 12,8% e 8,2%, respetivamente.

O transporte marítimo de mercadorias movimentadas nos portos do Continente em 2019, à exceção dos portos de Lisboa e de Setúbal que não disponibilizam esta informação, foi asse­gurado por operadores de cerca de 60 nacionalidades distintas, sendo que no tráfego inter­nacional o maior volume foi afeto à Suíça, com uma quota de 25,2%, seguindo-se a Dinamarca, os Países Baixos e a Alemanha com 7,6%, 7,1% e 7%, respetivamente.

No tráfego nacional, Portugal mantém a 1ª posição como país de registo preferencial dos ope­radores deste tráfego, com 77,6% (embora o volume de mercadorias transportadas tenha recuado -3%), seguindo-se a Alemanha, com 5,7%, a Suíça, com 4,2%, e os Países Baixos, com 3,1%.

A Libéria é o país de registo de navios com maior movimentação em termos de tráfego internacional, responsável por 13,9% do total, seguindo-se o Panamá (que em 2018 ocupava a 1ª posição) a representar 13,3% da tonelagem transportada. Neste capítulo Portugal mantém-se na quinta posição, embora tenha recuado -0,8 pp, representando agora 6,3%.

O volume de contentores movimentados atingiu em 2019 um total de 2.662.700 TEU, volume inferior em -9,3% ao registado no ano anterior. Esta variação negativa resulta exclusivamente do comportamento do porto de Sines que regista uma diminuição de -332 231 TEU, a que corresponde um recuo de -18,7%, anulando as variações positivas apuradas nos restantes portos com atividade regular de contentores.

Segundo o relatório “Tráfego Marítimo de Mercadorias no Contexto da Intermodalidade” e considerando a tipologia definida na Diretiva Marítima, o movimento de navios em 2019 foi caraterizado por um total de 10.452 escalas e uma arqueação bruta (GT) de cerca 204,5 milhões, traduzindo, face a 2018, um acréscimo de +1,2% e um decréscimo de -0,5%, respetivamente.

O maior número de escalas foi observado no conjunto dos portos de Douro e Leixões, com 24,4%, mais três escalas do que as registadas em Lisboa (também 24,4%), tendo Sines registado 20,2%, Setúbal 14% e Aveiro 10%.

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