Transportes

Torrestir investe 45 milhões e recruta 200 novos colaboradores até final de 2020

Torrestir

O grupo Torrestir vai investir 45 milhões de euros na renovação da sua frota, na construção de uma nova sede e de uma plataforma logística, além de criar 200 novos postos de trabalho até ao final do presente ano de 2020.

Estes anúncios foram feitos durante a visita do Secretário de Estado do Planeamento, José Gomes Mendes, e o Secretário de Estado das Infra-estruturas, Jorge Delgado. Na reunião de trabalho com os representantes do Governo foram mencionadas as medidas já tomadas pela Torrestir para dar resposta à pandemia.

Assim, nesta fase de COVID-19, a Torrestir – que registou uma faturação superior a 220 milhões de euros, em 2019, empregando mais de 2.000 pessoas – tem feito um grande esforço para evitar disrupções de abastecimento dos bens essenciais, pelo que reforçou a sua capacidade de distribuição de bens alimentares e produtos farmacêuticos. A Torrestir Distribuição estendeu os seus serviços, passando a fazer entregas ao domicílio, onde se verifica uma necessidade acrescida de entregas de produtos essenciais. Também através da sua subsidiária Torrespharma, faz entregas diárias nas farmácias, hospitais e clínicas, bem como entregas ao domicílio.

Fernando Torres, presidente do grupo Torrestir, referiu que a empresa teve de adquirir alguma frota nova para fazer a distribuição de bens alimentares. “Criámos parcerias com pequenos agricultores e pequenas fábricas de queijo, enchidos, que apostaram na preparação e venda de cabazes, para além de estarmos a fazer também a distribuição de medicamentos porta-a-porta”, revelou o responsável do grupo.

Além disso, a Torrestir teve de contratar espaço em aviões na China, para trazer material médico e máscaras. “Trabalhámos noite e dia, o que não é fácil, para conseguirmos chegar a tempo. Reservávamos os voos. Hoje era um preço, amanhã já era outro e tudo era pago adiantado. Não foi fácil, mas nós já estamos habituados às pressões, fazemos a distribuição no nosso país em 24h, fazemos em Espanha, parte em 24h e a outra parte em 48h, fazemos a Europa em 48h, já estamos habituados às pressões”, explicou Fernando Torres.

No que toca aos recursos humanos, o presidente da Torrestir esclareceu que “não colocámos ninguém em layoff, mantemos o pessoal todo, pagamos os nossos impostos, não nos atrasámos em relação a ninguém e temos tudo em dia”.

Do lado do Executivo, o Secretário de Estado Planeamento, José Gomes Mendes, congratulou-se com o facto das empresas de transporte e logística que, “apesar de todas as dificuldades, fizeram com que conseguíssemos ter produtos em casa, e que alguns sectores da economia continuassem a trabalhar. Isto deve-se às empresas de transportes e logística, que são também heróis”.

Quanto ao investimento anunciado, José Gomes Mendes salientou a importância do projeto “endereçar um dos mais importantes aspetos deste sector dos transportes e da logística, que é a redução de emissões de CO2, ou seja, sermos capazes de transportar mais, de forma mais fiável e, e em simultâneo, sermos capazes de proteger o ambiente e fazermos aquilo que é a transição verde”.

Do lado do Secretário de Estado das Infraestruturas, Jorge Delgado, o destaque foi para a vivência de perto das “dificuldades que foram sentidas pelo sector, nomeadamente através dos representantes das associações do sector a ANTRAM, ANTP, que tiveram sempre uma atitude cooperante connosco”.

O governantes salientou mesmo que, “foi graças a essa estreita e leal colaboração, que conseguimos ir ultrapassando as dificuldades, que passaram por termos que derrogar algumas situações relacionadas com as horas de condução, com as questões da fronteira, enfim um conjunto de situações, que em tempo de exceção exigiram medidas excecionais, mas que graças à boa colaboração com estas empresas conseguimos manter o país e a economia a funcionarem e isso deve-se muito a eles”.