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Transportes

Transporte de mercadorias cai no 2.º trimestre de 2020

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O transporte de mercadorias registou decréscimos generalizados: -57,4% no transporte aéreo (+4,2% no 1ºT 2020), -22,6% no transporte marítimo (-2,7%), -14,2% no transporte por ferrovia (-7,3%) e -19,4% no transporte rodoviário (-4,8%), revelam os dados mais recentes do Instituto Nacional de Estatística (INE).

Movimento de mercadorias nos portos diminuiu
No 2.º trimestre de 2020, em consequência da redução da atividade económica resultante da pandemia covid-19, registou-se uma redução generalizada no movimento nos portos nacionais, com 2.724 embarcações entradas o que correspondeu a uma diminuição de 25,5% (-3,2% no 1.ºT 2020) e a um decréscimo de 36% no que se refere à arqueação bruta (-7,6% no 1.ºT 2020).

O movimento de mercadorias nos portos diminuiu 22,6% (-2,7% no 1.ºT 2020), correspondendo a um total de 16,8 milhões de toneladas, em linha com a diminuição verificada nas embarcações entradas.

No porto de Sines foram movimentadas 7,8 milhões de toneladas de mercadorias, correspondendo a uma redução de 20,8% (-2,7% no 1.ºT 2020). Em Leixões verificou-se um decréscimo de 24,4% nas mercadorias movimentadas, após o acréscimo de 13,6% no trimestre anterior.

O porto de Lisboa reduziu o seu movimento de mercadorias em 26,3%, após o decréscimo de 19,8% no 1.ºT 2020. No porto de Setúbal verificou-se uma diminuição de 10,6%, depois da redução de 5,0% no 1.ºT 2020.

Aveiro reduziu o seu movimento em 37,4%, invertendo o aumento (+4,2%) verificado no trimestre anterior. A mesma situação foi registada no porto da Figueira da Foz que decresceu 26,9%, após o aumento de 22,8% no 1.ºT 2020.

As mercadorias carregadas reduziram-se 16,9% (7 milhões de toneladas), reflexo dos decréscimos registados nos principais portos, nomeadamente Aveiro (-50,9%), Lisboa (-44,9%), Leixões (-24,6%), Setúbal (-9,5%) e Sines (-0,5%).

As mercadorias descarregadas atingiram 9,8 milhões de toneladas (-26,1%), consequência das reduções assinaladas em Sines (-32,2%), Aveiro (-31,6%), Leixões (-24,3%) Lisboa (-12,9%) e Setúbal (-11,6%).

Movimentaram-se 14,5 milhões de toneladas de mercadorias em tráfego internacional (-21,6%; -2,1% no 1.ºT 2020), correspondendo a 86,4% do total (86,5% no 1.ºT 2020). O tráfego nacional diminuiu 28,4% (após redução de 6,9% no trimestre anterior), atingindo 2,3 milhões de toneladas.

Transporte rodoviário de mercadorias com quebra superior a 19%
Os efeitos da pandemia reduziram o transporte rodoviário de mercadorias em 19,4%, correspondendo a 31,6 milhões de toneladas no 2.ºT 2020 (-4,8% no 1.ºT 2020), indicam os dados do INE.

O transporte nacional decresceu 18,1% e atingiu 27,5 milhões de toneladas (-1% no 1.ºT 2020), enquanto o transporte internacional diminuiu 27% para 4,1 milhões de toneladas (-24,8% no trimestre anterior).

O volume de transporte, medido em toneladas-km (tkm), registou uma redução semelhante (-23,9%) para 6 mil milhões de tkm. Tanto o transporte nacional como o transporte internacional diminuíram (-16,4% e -27,6%, respetivamente).

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