Transportes

UPS aumenta receitas no 1.º trimestre

UPS

A UPS registou receitas de 18 mil milhões de dólares (mais de 16 mil milhões de euros) no primeiro trimestre de 2020, comparando com os 17.160 milhões de dólares (cerca de 15.800 milhões de euros) de igual período de 2019, admitindo a companhia que “os resultados foram afetados negativamente pela disrupção causada pela pandemia global do coronavírus”.

No que diz respeito aos resultados líquidos, os números mostram uma retração para os 965 milhões de euros (cerca de 890 milhões de euros), contra os 1.111 milhões (pouco mais de mil milhões de euros) conseguidos em período homólogo de 2019.

Se a receita consolidada aumentou para 18 mil milhões de dólares, impulsionada pelo crescimento das remessas entre empresas e consumidores e pelas receitas em assistência médica, o lucro líquido reflete as adversidades devido às interrupções provocadas pela pandemia do coronavírus, autosseguros mais elevados e outros itens.

No mercado doméstico (EUA), a UPS, a progressão das restrições de permanência em casa instituídas em todo o país, como resultado do encerramento da atividade empresarial provocada pelo coronavírus e da interrupção das cadeias de fornecimento, resultou numa “mudança sem precedentes” no mix de clientes e produtos nestes primeiros três meses. Os hubs automatizados da empresa e outros investimentos em transformação geraram ganhos de eficiência; no entanto, esses benefícios não compensaram as adversidades significativas do impacto que a pandemia causou nos clientes da UPS, juntamente com acréscimos de autosseguro mais elevados.

Assim, no mercado interno, os números mostram receitas de 11.456 milhões de dólares (cerca de 10.500 milhões de euros), comparado com os 10.480 milhões de dólares de há um ano.

Já a nível internacional, o negócio gerou 551 milhões de dólares (cerca de 508 milhões de euros) em lucro operacional e receitas de 3.383 milhões de dólares (pouco mais de 3.120 milhões de euros).

A companhia salienta que o volume médio diário internacional caiu 1,8%, com descidas nas entregas comerciais, informando que o volume da China registou uma subida, principalmente em março, devido à recuperação económica, compensando as quedas em janeiro e fevereiro. Os setores da saúde, alta tecnologia e comércio eletrónico contribuíram positivamente para este resultado.

Quanto ao futuro, no momento presente, a UPS “não consegue prever a extensão ou a duração do impacto da pandemia do coronavírus nos negócios, ou estimar razoavelmente o seu desempenho operacional em trimestres futuros”. Como resultado, a empresa é “forçada a retirar as previsões feitas anteriormente sobre o crescimento da sua receita e lucro diluído por ação para 2020”, prevendo, no entanto, que os investimentos em 2020 sejam inferiores, em aproximadamente mil milhões de US dólares, às estimativas anteriores.

“Continuaremos a adaptar-nos a este período desafiador e a priorizar os investimentos e as decisões operacionais que colocam a UPS na melhor posição financeira”, conclui Brian Newman, diretor financeiro da UPS.