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Algoritmos inteligentes aceleram ritmo do setor

O negócio das plataformas de bolsa de cargas desenvolve-se cada vez mais em comunidade, através de redes onde a tecnologia facilita os processos. A par de inovações constantes nos modelos de negócio, os sistemas de gestão de Logística 4.0 e a consequente diversificação de serviços que complementam a oferta para empresas de transporte e cargas marcam o ritmo de um setor em crescimento continuado.

No negócio das plataformas de bolsa de cargas, que se mantém em crescimento, cada empresa aposta nos fatores que a distinguem estrategicamente da concorrência: segurança, preço, inovação tecnológica e apoio ao cliente são os requisitos mais valorizados pelos fornecedores logísticos e de transportes na prestação deste tipo de serviços.

Na Wtransnet, esta atividade “cresce ano após ano” e Portugal “desempenha um papel importante como recetor e emissor de mercadoria”. De acordo com Verónica Rodríguez, em 2018 ofertaram-se na empresa – que se assume a bolsa de cargas líder na Península Ibérica – “mais de 6,2 milhões de cargas com destino ou origem” na região, ou seja, “mais 2% que em 2017”. Como comenta a Segment Marketing manager Iberia “não é em vão que Portugal recebeu um incremento de 22% de cargas oriundas do país vizinho e movimentou 11% de cargas em território nacional. Quanto ao transporte internacional, as importações mantiveram-se estáveis enquanto as exportações para o resto da Europa cresceram, adianta à LOGÍSTICA&TRANSPORTES HOJE (L&TH).

Na TIMOCOM, cuja aplicação de bolsa de camiões dentro da qual são inseridas diariamente até 750 mil ofertas de cargas e camiões integra o Smart Logistics System da empresa, “ainda é cedo para fazer um balanço anual com os números de 2018” (que habitualmente é comunicado em março), explica Africa Narbona Gil. Mas “podemos afirmar que, no ano de 2017, registámos um volume de negócios de 67,9 milhões de euros, e que este pode novamente ser ultrapassado em 2018”, prevê a Country manager Spain & Portugal.

Apesar de ser uma start-up e de ainda estar na fase de arranque no processo de angariação de novos clientes, o 40 PÉS tem “números reveladores daquilo que é o potencial” do seu software de gestão colaborativo para transporte de mercadorias. Como avança Bruno Cavaco, a empresa conta com “cerca de 80 milhões de euros faturados através da plataforma, mais de 100 mil faturas feitas e mais de 420 mil serviços lançados, dos quais cerca de 60 mil foram partilhados entre os mais de 50 clientes pagantes”.

Com perto de 850 veículos e mil motoristas, o 40 PÉS é uma rede na qual “poderá ser muito vantajoso para uma empresa entrar”, defende o seu CEO: “não temos dúvidas que uma pequena empresa de transportes que saiba potenciar o 40 PÉS, poderá ter mais negócio, reduzindo custos e tendo mais tempo”. Para o negócio “all in” desta empresa, 2018 “foi um ano de grande evolução, pois permitiu-nos consolidar os números referidos”.

A adesão na CargonetOnline “tem superado as expectativas iniciais” e conta atualmente “com cerca de duas mil empresas registadas e a utilizar diariamente a plataforma”, revela João Loureiro.

“Damos resposta ao desafio de augmented logistics através de um sistema neutro, simples, seguro e que automatiza os processos com aplicações inteligentes” – TIMOCOM

De acordo com o CEO da empresa de soluções de transporte o crescimento “está a corresponder claramente” a estas expectativas, respeitando sempre a sua política de segurança, “onde só são admitidas cargas publicadas por empresas com mais de um ano e risco de negócio moderado ou baixo” (uma avaliação feita pela Iberinform, com quem a CargonetOnline tem uma parceria). Por sua vez, apenas podem registar-se na plataforma empresas de transporte detentoras de alvará e seguro de Responsabilidade Civil ou carta de transporte CMR (tratado internacional sobre o transporte terrestre transfronteiriço de mercadorias).

Já no BIZCARGO, marca registada da empresa MITMYNID que está a ser lançada em modo de comercialização em 2019, no ano passado os utilizadores da plataforma beneficiaram de um período promocional durante o qual “puderam realizar as transações sem custos monetários”, sublinha Rui Barros. Segundo o CEO deste marketplace com soluções de transporte e logística porta-a-porta, este período “permitiu realizar ajustes na plataforma e adequá-la às necessidades das empresas”.

Portugal destaca-se a nível ibérico
Ativa no mercado português desde 2001, a TIMOCOM tem registado um crescimento contínuo, garante Africa Narbona Gil. Atualmente, conta com mais de 40 mil empresas de toda a Europa na sua rede, sendo Portugal “um mercado muito importante, onde todos os anos conquistamos novos clientes”. O mercado ibérico “tem, no seu conjunto, um elevado potencial, pois o transporte rodoviário tem um forte peso em ambos os países”, perspetiva a Country manager Spain & Portugal. A par da evolução positiva deste transporte, “a recuperação da economia, tanto em Espanha como em Portugal, e a evolução favorável das exportações em ambos os países reforçam esta tendência”, conclui.

A operar desde 1996, a Wtransnet, que quer “ser a bolsa de cargas de Portugal e continuar a aportar às empresas portuguesas soluções para a melhoria de sua rentabilidade e eficiência”, encara o mercado nacional como “estratégico”. Defendendo que a organização tem uma grande oportunidade de crescimento, tanto em número de empresas associadas como através dos nossos serviços”, Verónica Rodríguez adianta à L&TH que atualmente “este mercado constitui 9% do volume de negócio da bolsa de cargas”, perspetivando-se para 2019 “um incremento de 11%”.

De momento o 40 PÉS mantém-se apenas em Portugal, mas tem clientes que operam em várias partes do mundo e veículos/serviços a sair diariamente para toda a Europa. Como justifica o CEO da plataforma, “Portugal é o nosso país, que selecionámos como local ideal para evoluirmos o nosso produto”. Contudo, está nos planos a médio prazo da empresa expandir para outros países da Europa: “sabemos o potencial que existe e tudo o que fazemos é a pensar na escala da internacionalização, como tal, já estamos a trabalhar na identificação das geografias prioritárias”, conclui Bruno Cavaco.

“Estamos a competir de modo igual, e sem investimento inicial, com multinacionais que dispõem de sistemas informáticos próprios” – BIZCARGO

Para o BIZCARGO o mercado português “é muito interessante para a introdução de novos modelos de negócio e de sistemas inovadores que facilitem as atividades das empresas, e o país “tem características muito particulares que impulsionam a adoção” de novos sistemas como o desta plataforma de serviços logísticos. Segundo Rui Barros, dada a estratégia da empresa, o mercado português “ainda é o mais representativo e pretendemos continuar a crescer em número de empresas prestadoras de serviços de transporte e em número de clientes para esses serviços logísticos”.

Já a CargonetOnline começou no mercado português, mas quer expandir-se para novos mercados, “aumentando o número de cargas e o leque de indústrias”. Atualmente as cargas que circulam dentro do país fazem sobretudo a rota Viana – Porto – Lisboa – Faro, mas os seus clientes também circulam entre Portugal e Espanha, Itália, França, Bélgica, Holanda, Alemanha e Leste Europeu, o que gera “um equilíbrio entre as cargas de importação e de exportação”, conclui João Loureiro. O objetivo, diz, “é que haja muita diversificação: empresas de transporte e cargas de todos os géneros”.

No segundo semestre de 2019 o propósito é “continuar a aproximação ao mercado espanhol, nomeadamente à indústria e também às empresas transportadoras”, no qual a empresa tem “boas expectativas de crescimento”, diz o seu CEO. Numa segunda etapa o objetivo é entrar no mercado francês e Italiano, e posteriormente, nos restantes países europeus.

Digitalização inova serviços e modelos de negócio
Atentas ao mercado, as empresas de gestão online de cargas e camiões avaliam constantemente as preferências dos clientes pelo tipo de serviços prestados, com vista a criarem valor distintivo face à concorrência.

Através de uma plataforma eletrónica que “permite que os prestadores melhorem a relação e retenham os seus clientes habituais, fornecendo mais informação e uma ferramenta inovadora para gerir as reservas e os bookings”, o BIZCARGO inova no conceito e no modelo de negócio. O que lhe permite competir “de modo igual e sem investimento inicial” com multinacionais que dispõem de sistemas informáticos próprios, como sublinha Rui Barros. Os clientes organizam a sua informação de serviços de transporte num único local, economizando nos custos e aumentando a sua produtividade, já que dispõem de “comparação instantânea das condições dos fretes e serviços”, e podem eleger entre uma “multiplicidade de fornecedores”, acrescenta o CEO.

Algoritmos inteligentes aceleram ritmo do setor [1]Para além de “manter um processo de inovação permanente através do qual se disponibilizam novas áreas de atuação e funcionalidades”, o BIZCARGO garante segurança e privacidade dos dados. Considerando que não é um transitário eletrónico, mas antes um marketplace “onde compradores e vendedores de serviços logísticos podem encontrar, negociar e gerir os transportes de mercadorias”, o modo de operação do BIZCARGO “não colide com o negócio dos fornecedores de serviços logísticos” tradicionais, garante. A plataforma assenta “num conjunto de algoritmos inteligentes que procura e combina os serviços aéreos, ferroviários, marítimos e rodoviários e fornece soluções otimizadas”.

“Somos a primeira e única bolsa de cargas que conta com garantia de pagamento” – Wtransnet

Segundo Bruno Carvalho, “são vários os detalhes que fazem do 40 PÉS uma solução única”: este collaborative cargo management software garante a integração em todas as frentes de gestão, seja na frota, tráfego, financeira, operações ou localização; liga em rede todas as empresas do setor, sejam transportadores, agências, transitários ou depots; alia melhor gestão com mais negócio, porque as empresas podem dar e receber serviços; aumenta a produtividade, já que o serviço é lançado com toda a informação e toda a cadeia de valor alimenta apenas aquilo que é necessário, não havendo necessidade de trabalhar a mesma informação múltiplas vezes; assegura melhor ocupação dos espaços vazios e otimização dos retornos; proporciona informação preciosa de gestão para o negócio, seja informação global de toda a rede, seja específica de cada empresa; e, consequentemente, dá “a possibilidade de as empresas do setor fazerem mais com menos recursos”. Nas palavras do CEO do 40 PÉS “conseguimos ter um serviço de apoio próximo e que sabe do negócio”.

Também a CargonetOnline, plataforma online de suporte que permite aos transportadores publicarem as suas ofertas de transporte e camiões vazios, e “onde a procura e a oferta se encontram para otimizar os custos e eficiência do transporte”, permite “uma poupança enorme de tempo e é uma forma de realizar prospeção de mercado a ambas as partes”.

Redes colaborativas diversificam serviços
Na opinião de João Loureiro, o principal fator de diferenciação da CargonetOnline está em “proporcionar o acesso às empresas industriais, que podem publicar diretamente as suas cargas de uma forma gratuita e ter acesso a um painel de transportadores validados”. Por outro lado, este serviço permite às empresas de transporte “obterem cargas em primeiro grau, sem intermediários ou comissionistas”.

Preparada para “receber um grande volume de solicitações”, para já, o feedback “é muito positivo”, diz o seu CEO: “as indústrias/comércios ficam satisfeitos por existir uma solução gratuita para resolver-lhes as suas necessidades de transporte, e as empresas de transporte mostram-se satisfeitas com o modo de funcionamento da plataforma e com a ideia de negócio justo”.

O valor diferencial da Wtransnet “é, sem dúvida, a sua aposta na qualidade, promovendo um ambiente de máxima segurança e confiança” apenas para empresas filtradas. Além de oferecer “uma tecnologia própria, com inovação constante” para adaptar-se às necessidades do setor e dos clientes, “é a primeira e única bolsa de cargas que conta com garantia de pagamento”.

“Estamos a trabalhar na identificação das geografias prioritárias, a pensar na escala da internacionalização” – 40 PÉS

De acordo com Verónica Rodríguez, a empresa “responsabilizou-se desde o primeiro dia que à sua plataforma apenas acederiam empresas sérias e solventes”, pelo que “no seu afã por criar um ambiente de trabalho seguro no qual operar a nível europeu”, desenvolveu uma política de qualidade muito estrita. O Sistema QAP (Quality Assurance Policy), que não se limita a filtrar a entrada de novas empresas, mas monitoriza de forma contínua o seu comportamento de acordo com as normas aceites no momento da contratação, é o principal garante desta segurança. De sublinhar que “de cada dez solicitações de adesão apenas foram aceites três, por as restantes não superarem o QAP”, destaca a responsável.

Dentro desta bolsa de cargas os usuários dispõem de serviços complementares que facilitam a gestão diária de forma mais eficiente – através de uma rede de colaboração -, como o pesquisador de associados, a bolsa de rotas fixas, a lista branca de empresas (que pagam com prazos de pagamento inferiores aos estipulados legalmente) o meeting point (onde são anunciadas as empresas que se incorporaram à plataforma), o pesquisador internacional e eventos de networking. Todos estes serviços contribuem “para criar relações a longo prazo e constituem uma parte muito importante da atividade das empresas” que formam parte da Wtransnet.

De igual modo, é “em virtude do desenvolvimento das soluções complementares” que a TIMOCOM “há muito que ultrapassou a funcionalidade de uma mera bolsa de transporte”. Com aplicações e serviços sistematicamente ligados em rede e facilmente integrados nos processos dos clientes, a empresa não substitui soluções de TI que já existam nos seus clientes. “Apenas os ligamos à TIMOCOM através de interfaces padrão”, assumindo, deste modo, a função de “tradutor”, por exemplo “entre os sistemas internos dos gigantes da logística e os pequenos operadores”, explica Africa Narbona Gil.

A procura e a oferta encontram-se na nossa plataforma para otimizar os custos e eficiência do transporte” – CARGONETONLINE

Dispondo hoje de acesso a uma rede neutra composta por mais de 40 mil empresas comprovadas, a TIMOCOM “interliga perfis de clientes muito semelhantes ou totalmente assimétricos”. Nas palavras da Country manager Spain & Portugal, o Smart Logistics System “é a resposta ao desafio de augmented logistics: um sistema neutro em que todos podem participar de uma forma simples, que é seguro e que digitaliza e automatiza com aplicações inteligentes os processos dos nossos clientes”.

INVESTIMENTOS E NOVIDADES

40 PÉS
A plataforma web na cloud da 40 PÉS garante flexibilidade e conectividade. A empresa pretende dar continuidade ao investimento na mobilidade, para assegurar o acesso à informação em qualquer lugar e em qualquer dispositivo. Utilizando já tecnologias de ponta para o desenvolvimento de software, gestão de projeto, hardware para sistemas de monitorização e controlo de viaturas, como geo-referenciação ou sensores, visa cada vez mais trabalhar a inteligência, “com algoritmos poderosos que proporcionam informação automatizada no apoio à decisão”.

E porque uma plataforma de trocas comerciais “tem que ter continuidade a montante e a jusante”, outra prioridade é a integração com os ERPs, por exemplo, para que quando os seus clientes subcontratam um serviço de cargas online, mesmo sendo B2B, recebam automaticamente uma fatura; ou para que uma compra seja lançada automaticamente. Como sublinha Bruno Cavaco, “queremos ser o facilitador e a base de conexão de todas as empresas do setor”.

Defendendo que hoje “só faz sentido trabalhar em comunidade e com tecnologia a facilitar todo o processo” – vejam-se os exemplos da UBER, Airbnb e Zaask – o CEO do 40 PÉS afirma que a empresa “aposta em mais negócio, como menos custos e em menos tempo para os clientes, independentemente da sua dimensão”.

BIZCARGO
O BIZCARGO investe na disponibilização de novas funcionalidades e na melhoria contínua da plataforma, com vista a aumentar a produtividade dos utilizadores e para facilitar a sua utilização. Os próximos lançamentos visam permitir aos clientes da empresa emitir novos documentos de transporte em formato eletrónico usando formatos standard, trocar informação com mais stakeholders nacionais e internacionais (portos, aeroportos, e outros) e fornecer uma aplicação que reduz os custos de implementação de mecanismos de interoperabilidade entre os sistemas das empresas, das autoridades e as plataformas eletrónicas.

No BIZCARGO o pedido de cotações (para soluções porta-a-porta, simples ou combinadas) é gratuito e permite fazer a gestão das reservas ou bookings e o acompanhamento da execução através de um sistema de gestão de logística 4.0 (digital). Como salienta Rui Barros, o objetivo é “ajudar a fazer a escolha acertada dos serviços de transporte e propor soluções otimizadas, apresentando valores de eficiência ambiental, duração, preço e reputação dos transportadores”.

CARGONETONLINE
O principal investimento da atual plataforma passa por desenvolver a área de marketing e comunicação. Nesse sentido foi celebrado em janeiro de 2019 uma parceria estratégica com o Instituto Português de Administração de Marketing (IPAM), que visa “comunicar mais e melhor as mais-valias” da CargonetOnline.

Recentemente, foram celebradas parcerias entre a CargonetOnline e duas empresas reconhecidas internacionalmente, com o intuito de garantir a segurança de todos os negócios passados dentro e fora da plataforma e oferecer aos utilizadores dois produtos com vantagens competitivas. A nível de garantia de pagamentos de faturas foi realizado um acordo com a Coface, cuja grande novidade é a possibilidade de utilizar o serviço não só para operações através da plataforma, mas também para operações completamente alheias à mesma. Este serviço está concebido para dar respostas em breves instantes (neste momento o tempo médio de resposta aos pedidos de seguro é de menos de cinco minutos, o que permite “trabalhar seguramente com novos clientes”, nota o CEO da empresa. Com a Gestifatura, do grupo Credito y Caución, foi estabelecido um acordo que permite aos utilizadores usufruir de um serviço de recuperação de faturas em dívida (nacionais e internacionais). A Gestifatura fará toda a gestão da cobrança num prazo de 90 dias.

Desde o início do ano está disponível para todos os utilizadores a app mobile para as versões IOS e Play Store. Desde o lançamento da versão mobile o número de utilizadores da CargonetOnline “aumentou consideravelmente”, diz João Loureiro. Ainda no que concerne novidades, no primeiro trimestre de 2019 a empresa conta lançar uma “Bolsa de Motoristas”, com acesso a uma carteira de perfis de motoristas que se poderão inscrever gratuitamente na plataforma (indicando as suas disponibilidades, experiências profissionais e zonas de residência, entre outras funcionalidades), de forma a que as empresas de transporte vejam as suas necessidades de Recursos Humanos suprimidas mais eficazmente.

TIMOCOM
Recentemente a TIMOCOM ampliou o sistema com “um verdadeiro marco no que respeita ao processo de transporte digital”: o TC Transport Order. Esta aplicação permite aos mais de 127 mil utilizadores internacionais da empresa processarem e documentarem os seus contratos de transporte dentro do seu sistema, de forma totalmente digital, tornando mais eficiente a ligação em rede entre adjudicante e adjudicatário.

A empresa também se ligou de forma mais sustentada aos sistemas dos seus clientes, com o auxílio de APIs bidirecionais, aumentando a sua eficiência e o seu desempenho. Como explica Africa Narbona Gil, estes emissores de GPS podem acompanhar vários fornecedores de telemática em apenas um mapa dentro da aplicação de seguimento. Em caso de autorização e correspondência, os dados GPS são transmitidos para o sistema de gestão de transporte do cliente, sendo processados na API da TIMOCOM para calcular o ETA (tempo estimado de chegada), por exemplo.

WTRANSNET
A Wtransnet juntou-se recentemente ao portfólio de serviços do Grupo Alpega, onde se incluem ainda as bolsas de cargas Teleroute e 123Cargo. A Alpega é uma empresa mundial de software logístico que oferece soluções integrais que cobrem as necessidades de transporte, incluindo soluções para a gestão de transporte (TMS) e bolsas de carga.

A curto prazo, o objetivo da Wtransnet é integrar as suas operações no ecossistema das outras bolsas do grupo (Teleroute, 123Cargo). Sem prejuízo dessa situação, e com vista a continuar a facultar maior valor aos seus clientes, a Alpega irá “continuar a investir em produtos inovadores relacionados com as bolsas de carga, agregando novas funcionalidades que permitam uma maior eficiência na operação diária”, adianta Verónica Rodríguez.

Esta parceria adequa-se ao usuário médio da Wtransnet: um profissional, tanto transportador como agência e operador logístico, “que procura uma rápida resposta às suas necessidades de negócio e que quer trabalhar de forma segura dentro de uma comunidade que lhe ofereça soluções para a gestão diária da sua atividade”.