Quantcast
Supply Chain 4.0

Tecnologias verdes ainda não são prioridade para a maioria das empresas

Um novo estudo revela que apenas 22% das empresas prevê reduzir em mais de um quarto a sua pegada ambiental através de tecnologias verdes.

O novo estudo “Sustainable IT: Why it’s time for a Green revolution for your organization’s IT” do Capgemini Research Institute, revela que apenas 22% das empresas prevê reduzir em mais de um quarto a sua pegada ambiental através do recurso a tecnologias (TI) verdes  nos próximos três anos.

O estudo conclui ainda que as organizações que implementaram tecnologias verdes alcançaram uma melhoria das pontuações de ESG (61%), registaram um aumento do nível de satisfação dos seus clientes (56%) e obtiveram poupanças fiscais (44%) significativas. No entanto, só 6% das empresas inquiridas revelaram ter atingido um nível elevado de maturidade nesta área.

 

O estudo conclui igualmente que 57% dos inquiridos desconhece qual a pegada das suas empresas no contexto tecnológico. Os setores da banca e dos produtos de consumo, são aqueles onde o nível de conhecimento nesta matéria é mais elevado (52% e 51%, respetivamente). Já a indústria apresenta os valores mais baixos (28%), com 34% dos inquiridos que pertencem a este setor a desconhecerem que a produção de telemóveis e de computadores portáteis tem um impacto ambiental superior ao provocado pela sua utilização ao longo de toda a sua vida útil.

Outras conclusões

No que diz respeito à estratégia, metade das empresas já definiram uma abordagem de sustentabilidade a nível empresarial, mas só 18% (menos de uma em cada cinco) possui uma estratégia sustentável de TI que seja abrangente, com objetivos bem definidos e prazos específicos e devidamente estabelecidos para a concretização das várias metas a alcançar.

 

A maioria das organizações não dispõe de ferramentas ou de standards partilhados que sejam adequados para aferir o impacto ambiental das suas TI. Apenas 29% utilizam ferramentas de avaliação do impacto ambiental e só 34% afirmaram que a computação sustentável faz parte da agenda de prioridades dos seus conselhos de administração. Só 23% das empresas medem as emissões de gases com efeito de estufa. No total, apenas 1% das empresas atingiram os seus objetivos nesta matéria.

Cerca de 52% dos inquiridos pelo Capgemini Research Institute afirmaram que as empresas tecnológicas devem incorporar uma dimensão de sustentabilidade computacional/tecnológica nos seus produtos e serviços, 61% querem que as empresas de TI as ajudem a medir o impacto ambiental das suas TI, e 45% estão dispostas a pagar até mais 5% por produtos e serviços de TI verdes.

 

“A sustentabilidade tem de estar no centro do nosso esforço global de recuperação no pós-pandemia, e as TI não podem ser negligenciadas. As empresas precisam de reconhecer os custos das emissões de carbono do nosso mundo digital e de tomar as ações necessárias para reduzir este impacto, acelerando a mudança para modelos de negócio apoiados por recursos tecnológicos sustentáveis,” afirma a CEO da Capgemini Invent. Membro do Executive Board do Grupo Capgemini e Executive sponsor do Programa de Responsabilidade Social e Ambiental do Grupo, Cyril Garcia.

O estudo está disponível para download aqui.