Logística

B2C continua a criar negócio

Num mercado em rápida mudança, os operadores logísticos respondem com eficiência e produtividade, mas também com inovação, essencial para garantir serviços customizados e  agregar valor à cadeia de abastecimento. Os investimentos centram-se na tecnologia, para dar resposta aos novos desafios, sobretudo os colocados pelo B2C, que continua a ser a alavanca do negócio. O e-commerce continua a crescer, numa tendência que deve manter-se nos próximos anos, e que, regra geral, está associada aos bons resultados que os operadores logísticos viram em 2016 e esperam repetir em 2017.

O e-commerce é um dos canais mais utilizados na atividade da Luís Simões, sendo um dos motores do crescimento para o setor da distribuição. É um negócio em expansão e o setor de Fast Moving Consumer Goods (FMCG) é aquele que tem registado um aumento significativo nas plataformas online, especialmente no setor das bebidas. “O e-commerce veio revolucionar os mercados e tornou-se numa das principais tendências para soluções no setor, com um peso cada vez maior na logística e no aumento das vendas nas empresas”, diz Vitor Enes, Diretor Ibérico de Business Development da empresa.

Para os operadores logísticos, é possível desenvolver um sistema de rede integrada, realizando de forma eficiente o fluxo das matérias desde o fornecedor até ao consumidor final e oferecer novas soluções à medida de cada cliente. Desta forma, é possível acompanhar todas as fases do pedido, desde a preparação das encomendas até ao momento de entrega.

No B2C, a XPO Logistics – Iberia está a atuar em setores específicos, nomeadamente a distribuição para lojas de moda. Nos últimos dois anos concluiu vários projetos relacionados com o comércio eletrónico na Península Ibérica e inaugurou um novo armazém em França, operado pela Sarenza, o principal retalhista de calçado online, para apoiar o seu crescimento na Europa.

A XPO Logistics entrega em mais de 4500 pontos de venda em Portugal e Espanha para as principais marcas de moda, acessórios, perfumes e desporto e assegura entregas em pré-abertura (das lojas), logística inversa, remessas entre lojas e soluções de comércio eletrónico. O serviço de entregas fora de horas é prestado, por exemplo, para a Parfois, com entregas diárias de 1,5 mil a 2 mil encomendas diárias, de modo a que as lojas recebam a mercadoria antes de abrirem as portas ao público. “A XPO Logistics disponibiliza soluções customizadas aos seus clientes de retalho, dispondo de sistemas de informação suficientemente robustos para garantir a conectividade e o bom funcionamento na continuidade dos serviços durante os períodos de pico sazonais”, explica  José Luís Arenas, Director Geral Transport Solutions da XPO Logistics – Iberia.

Operadores querem reforçar o B2C

O e-commerce representa cerca de 15% da atividade da S-Log, empresa do Grupo Entreposto Logístico e a empresa prevê que, a médio prazo, alcance um peso de 25%. A empresa vai em breve introduzir alterações na sua atividade ligada ao e-commerce, implementando um novo software que vai permitir agilizar e automatizar o tableau de board de controlo de encomendas, cobranças, stocks, etc. “Desta forma será possível darmos respostas rápidas e precisas, uma caraterística desta área de negócio”, diz José Carlos Domingos. Este software será ligado ao WMS – Warehouse Managment System. “No futuro será necessário um maior recurso à automatização de operações e investimento em equipamentos que possam promover uma maior produtividade”, prevê o Diretor de Operações e Desenvolvimento da empresa.

Atualmente, a Logic tem um serviço de B2C para grandes volumes e está a desenvolver também para volumes de menor dimensão, para apresentar soluções adequadas a diferentes tipos de negócio. “Ao nível do apoio aos nossos clientes, para além da plataforma de interface com os clientes e clientes dos nossos clientes que permite o agendamento, report e gestão de encomendas, o nosso contact center permite a agilidade de contactos com tecnologia embarcada de modo a disponibilizar online toda a progresso da entrega e respetiva documentação”, explica Isabel Viçoso, Administradora. A empresa quer, a curto/médio prazo, melhorar e conseguir upgrades ao nível destes sistemas.

Em termos de B2C, a Torrestir tem vários projetos implementados e acredita que a tendência seja para um aumento sustentado da procura neste mercado. “Estamos a desenvolver ferramentas informáticas em ambiente web para uma mais rápida e eficaz comunicação com os clientes”, diz Jorge Franco, Diretor Geral de Logística do Grupo Torrestir.

A Santos e Vale está vocacionada para o segmento B2B mas já está a atuar no segmento B2C e pretende reforçá-lo, pelo que está a investir em recursos humanos e físicos, sistemas de informação e tipo de frota adequado. “Muito em breve teremos nível de serviço de entregas em janelas horárias a partir das 18:00”, diz José Joaquim Carvalho Vale. Para o Administrador da Santos e Vale, “as maiores oportunidades de negócio a médio prazo estão no segmento B2C”.

Neste momento, a KLOG não está a desenvolver o segmento de e-commerce mas prevê, depois de consolidar a rede B2B em Portugal, incorporar um serviço B2C. Este projeto deverá ser lançado entre o final de 2017 e o início de 2018 a nível ibérico, estima o administrador, José Cardoso.

Mais complexidade na logística de frio

A Greenyard Logistics Portugal atua na logística de frio e tem quase todo o seu negócio centrado em B2B. “A logística de frio é um negócio de escala, pelo que o B2C, pela dimensão média da encomenda, representa uma complexidade acrescida”, explica Vitor Figueiredo, Country Manager da empresa. “Os principais requisitos deste negócio, em termos de armazém, estão relacionados com a menor dimensão de cada encomenda que normalmente é gerida por peça em vez de por caixa. Adicionalmente, grande parte dos produtos que movimentamos são geridos com peso variável, o que representa um maior nível de complexidade, quanto menor for a dimensão da encomenda”.

Apesar da complexidade, a Greenyard Logistics Portugal acredita no “elevado potencial” do mercado de B2C e tem vindo a fazer ajustes na sua infraestrutura, quer física, quer informática, para se adaptar a esta realidade. Em termos de serviço de armazém, o Grupo possui as ferramentas necessárias para apoiar qualquer negócio B2C e já está a trabalhar várias operações com esta tipologia. No transporte, os negócios B2C apresentam a maior dificuldade pela necessidade de manter a cadeia de frio ininterrupta em circuitos com muitas paragens. “A Greenyard encontra-se neste momento a desenvolver a capilaridade da sua rede para poder oferecer maior capilaridade nas suas entregas. Adicionalmente, a conjugação de caixas isotérmicas com um serviço normal de entregas rápidas também pode ser realizada”, explica Vítor Figueiredo.

Investir em inovação

A Luís Simões não facultou os valores de faturação do ano passado mas afirma-se otimista com o corrente ano. “Entrámos em 2017 com a ambição de crescer ainda mais e essa expectativa está a ser cumprida. Estamos a conquistar novos clientes e novas operações e estamos também a fazer um esforço de melhoria das nossas soluções”, afirma Vítor Enes.

Os motores do crescimento deverão continuar a ser a inovação e para tal a Luís Simões prevê aumentar o seu investimento em investigação e desenvolvimento. “Para nos mantermos competitivos, apostamos seriamente em serviços inovadores e olhamos para as melhores práticas globais como metas a atingir. Temos bem presente que a inovação e a modernização tecnológica da empresa são aspetos essenciais da nossa atividade, se quisermos continuar a liderar o mercado e é justamente por isso que o desafio da Luís Simões é saber onde vamos inovar, a cada dia que passa”, explica o Diretor Ibérico de Business Development.

A Luís Simões iniciou o ano de 2017 com a criação de um código de ética e conduta que assegura o correto funcionamento dos Sistemas de Controlo Internos da empresa, procurando reduzir os riscos e a complexidade de cada negócio. É a primeira empresa do setor, a nível ibérico, a ter um registo de regulamentação deste tipo.

A par, a empresa está a reforçar a sua presença na rede de distribuição, com serviços a montante e a jusante. Exemplos disso são a logística promocional, com serviços como o co-packing ou a gestão e implementação de eventos, a gestão de operações in-house, gerindo o processo desde a saída do produto da linha de produção até à entrega ao cliente, ou ainda o desenvolvimento de soluções colaborativas de intermodalidade com o modo marítimo e a ferrovia.

“O e-commerce veio revolucionar os mercados e tornou-se numa das principais tendências para soluções no setor, com um peso cada vez maior na logística e no aumento das vendas nas empresas”, diz Vitor Enes, Diretor Ibérico de Business Development da Luís Simões.
Com 1500 colaboradores e uma frota de 2 mil viaturas, próprias e subcontratadas, a Luís Simões presta serviços integrados de logística em 10 regiões diferentes do território ibérico, com presença consolidada nas regiões de Lisboa, Porto, Madrid, Andaluzia, Aragão, Levante, Catalunha e País Basco. A sua estratégia de internacionalização está focada sobretudo na Península Ibérica e é assim que deverá manter-se. “Somos uma empresa de referência a nível ibérico e vamos continuar a explorar Portugal e Espanha numa perspetiva conjunta e integrada”, diz Vitor Enes.

Logística de frio em alta

Para Vítor Figueiredo, o setor da logística de frio atravessa um período de evolução positiva, que se justifica pela alteração de mentalidade relativamente à especialização do negócio, principalmente nas empresas do setor agroalimentar, que favoreceu o outsourcing logístico. A par, há uma boa oferta de serviços de logística e transportes em temperatura controlada em Portugal. “É um setor em que, apesar de ter um número limitado de players, é altamente eficiente, moderno, dinâmico e competitivo”, segundo Vitor Figueiredo. Outro fator que, na sua opinião, justifica a evolução positiva do negócio é o aumento dos fluxos de turistas estrangeiros e com maior poder de compra.

2016 foi um ano muito positivo para a Greenyard Logistics Portugal, que desenvolveu um processo de rebranding, passando a adotar a atual designação em detrimento da anterior, Univeg. “Queremos apresentar-nos como uma empresa empreendedora, criativa, confiável, que compreende a necessidade de partilha numa relação de parceria e, finalmente, que desenvolve a sua atividade de uma forma muito apaixonada”, diz Vitor Figueiredo.

As expetativas para o futuro são positivas, graças ao crescimento geral do mercado de outsourcing da logística e transporte de frio e também pelo crescimento da atividade desenvolvida pela empresa, a taxas superiores às do mercado. A Greenyard faturou 14 milhões de euros em 2016 e espera crescer 10% este ano. Atualmente, o peso dos fluxos internacionais é de cerca de 20% do total da faturação da empresa em Portugal. “Acreditamos que existem condições para esperar que a tendência já ocorrida em 2016 se mantenha”, diz Vitor Figueiredo.

A empresa está a investir numa ferramenta de acompanhamento da operação de armazém e transportes, que permite melhorar a visibilidade dos clientes sobre a operação e ajudá-los a gerir os seus fluxos logísticos de uma forma ativa. Outro investimento diz respeito ao desenvolvimento da rede de grupagem, principalmente a Leste da Europa, com o objetivo de aumentar a frequência de entrega e diminuir os tempos de trânsito. Outro ainda passa pelo aperfeiçoamento de uma solução já existente de direct delivery, com vista a ser usada nos negócios de venda online.

Especializada na logística e transporte de produtos alimentares perecíveis, a Greenyard Logistics Portugal gere operações com fluxos tensos num contexto de peso variável, multi-temperatura (desde -25ºC a +18ºC ), multi-cliente e multi-fluxo. A empresa pertence a um grupo de origem belga presente em mais de 25 países, que opera em quatro áreas de negócio: logística e transportes, produção e distribuição de frutas e vegetais, flores e plantas e produção de 4ª gama. Através da sua rede pan-europeia, a Greenyard assegura o transporte de produtos alimentares perecíveis em regime de carga fracionada ou completa, disponibiliza serviços de armazém, preparação de encomendas, entregas capilares e serviços de valor acrescentado, como a pesagem, etiquetagem e co packing. Em Portugal, a empresa conta com 160 pessoas e no grupo são mais de 8 mil. A faturação anual é superior a 4 mil milhões de euros.

XPO Logistics duplica resultados globais

 A XPO Logistics tem vindo a crescer na Península Ibérica, sobretudo nos serviços de transporte de carga completa e grupagem. Sem facultar os dados relativos a Portugal, a empresa refere que atingiu a nível global resultados recorde no quarto trimestre de 2016. O lucro antes de juros e impostos (EBIT) foi de 204,9 milhões de euros, face a 103,3 milhões de euros em 2015, ou seja, um aumento de 98%. “A nível europeu, tivemos um sólido desempenho em 2016, impulsionado pelo forte crescimento da cadeia de abastecimento, pelo comércio eletrónico e pela nossa integração bem-sucedida na rede global XPO Logistics”, nota José Luís Arenas, Diretor Geral Transport Solutions.

A empresa disponibiliza serviços de transporte, incluindo serviços de grupagem, carga completa, intermodal e serviços de encaminhamento geral. Na área logística dispõe de serviços que incluem soluções de alta tecnologia que integram processos automatizados e mecanizados, bem como gestão aduaneira, serviços de valor agregado, como embalagem e rotulagem, logística de temperatura controlada e logística inversa.

Na Península Ibérica, a XPO Logistics trabalha sobretudo com clientes dos setores de alimentação e bebidas, retalho e bens de consumo, indústrias automóvel e química, eletrónica, têxtil e editorial. Dois dos clientes em Portugal na área dos transportes são a Parfois e a Sociedade Central de Cervejas e Bebidas do Grupo Heineken. Neste último caso, a XPO Logistics está encarregue de assegurar a entrega em 24 horas em mais de 200 locais, o que representa mais de 28 mil cargas por ano e mais de 636 mil toneladas de produtos, com importantes picos sazonais.

Em Portugal, a XPO Logistics tem mais de 165 colaboradores, uma frota de 475 camiões e veículos de distribuição e 45 mil m2 de capacidade de armazenamento. A empresa possui nove plataformas e três outros centros logísticos (um interno e dois outros centros multi-cliente). Na Península Ibérica são 4500 funcionários e a nível global são 89 mil funcionários, em 1431 locais e 34 países, que servem mais de 50 mil clientes.

Em termos de investimento, o destaque vai para a tecnologia, com um orçamento anual em TI na ordem dos 425 milhões de dólares e uma equipa global de mais de 1600 profissionais de TI que desenvolvem novas capacidades em ambiente Cloud. A formação e segurança dos colaboradores é outra das áreas de investimento.

Aposta nas parcerias internacionais

A KLOG tem vindo a reforçar as suas operações no mercado europeu e neste momento, conta com dois hubs: um na região de Frankfurt (Alemanha) e outro em Poitiers (França). “Estes hubs permitem dar resposta rápida e eficaz ao processo de expansão das empresas nacionais, reduzindo o tempo de trânsito”, afirma José Cardoso, administrador da empresa. “As mercadorias das empresas nacionais partem de Portugal por via terrestre, a partir das nossas plataformas logísticas em Vila do Conde, Coimbra e Lisboa, e chegam de forma direta, com saídas diárias, aos principais mercados, como Espanha, França, Alemanha, Benelux, Reino Unido, Itália, Escandinávia e o Leste europeu”.

A nível internacional, a KLOG tem uma parceria com uma rede mundial de transporte e logística, que disponibiliza soluções em mais de 120 países, o que lhe permite entregar a mercadoria dos clientes por via aérea e marítima nos cinco continentes. No mercado do Magrebe e Turquia, a KLOG atua através da Millitzer & Münch, uma rede composta por mais de 100 agências em 30 países e que é líder na região norte de África.

Em 2016, a KLOG faturou 41 milhões de euros, mais 24% que em 2015. A divisão P&S Cargo – serviço especializado de carga completa para grandes contas e que integra o segmento ferroviário – é aquela que continua a ter um peso mais efetivo no volume de negócios global da KLOG, representando 41%. Em 2016, a KLOG reforçou a frequência da ligação Portugal / Catalunha via ferroviária, graças à parceria com a Transfesa e garantindo saídas semanais para o resto da Europa.

Por outro lado, a divisão Land – que integra o segmento terrestre e Contract (dedicado ao transporte especializado de mobiliário), e as operações no mercado do Magrebe – foi a que registou um maior crescimento relativamente a 2015. Para isso, contribuiu o reforço da atuação no Reino Unido e Irlanda que permite agora saídas bissemanais para este mercado, bem como o acordo firmado com a espanhola Transaher. “Este acorde reforça a nossa presença no mercado ibérico, com saídas diárias para Espanha”, nota José Cardoso. A empresa está a expandir as suas operações, com um serviço de grupagem de Portugal para França, Alemanha, Itália e Europa Central e de Portugal para Alemanha e Espanha.

Em 2017, a expetativa é atingir 55 milhões de euros, num crescimento de 34% face a 2016. “Os segmentos onde iremos crescer mais serão o aéreo e marítimo, graças aos investimentos realizados ao nível da equipa e das parcerias internacionais. Também perspetivamos crescer no negócio multimodal, nomeadamente o rail (mais uma saída semanal) e short-sea”, diz José Cardoso. Criada em 2012, com sete colaboradores, a KLOG perspetiva terminar o ano com cerca de 130 colaboradores.

No início deste ano, a KLOG lançou dois novos serviços destinados a facilitar a importação do mercado asiático. No aéreo foi criado um serviço que permite a importação da carga procedente do Extremo Oriente com um tempo de trânsito de seis dias e no marítimo foi criado um serviço que vai permitir três saídas semanais desde o norte, centro ou sul da China, via Alemanha até Portugal, combinando os serviços ferroviário e marítimo ou rodoviário.

Logística de campanhas e material promocional

A Logic presta serviços avançados de logística, desde serviços de armazenagem, manipulação, handling, logística inversa, distribuição do domicílio com ou sem montagem, distribuição e transportes e gestão de informação. A empresa reforçou as soluções de gestão estratégicas de transportes, com uma tónica especial no assembling, handling e testing na integração de componentes tecnológicos.

Recentemente a Logic desenvolveu um serviço para gestão logística de campanhas e material promocional, assegurando a instalação e colocação de materiais. O processo começa com um manual de instalação, com todas as indicações da campanha, e os clientes podem acompanhar as diferentes fases de evolução, através de uma plataforma online. “Colocação de stand-ups em bombas, stoppers em mangueiras, laterais de lojas, bandeiras mastro e flybanners, autocolantes de montras e portas, folhetos de loja, entre muitos outros, são algumas das intervenções que se podem fazer em rodovia ou em loja”, explica Isabel Viçoso.

Até ao final de maio, a Logic faturou 12,2 milhões de euros, em comparação com os 9.9 milhões obtidos em 2016. “2017 tem sido um ano de crescimento e bastante positivo até à data. Vamos crescer com 25% de vendas, sendo que o mesmo tem sido suportado especialmente pelas áreas de transporte e logística e em operações de valor acrescentado e de alguma sofisticação”, diz a Administradora da empresa. “Face ao período homólogo, 2017 tem sido um ano positivo. Aumentamos de 100 para 125 o número de colaboradores e de 45 mil m2 para 55 mil m2 a área de armazenagem. São números dos quais nos orgulhamos”.

A internacionalização é um objetivo futuro para a Logic mas para já a prioridade é garantir a consolidação nacional. “Estrategicamente faz-nos sentido dar este passo mas com todo o cuidado e nas regiões mais adequadas às soluções e serviços que oferecemos”.

Torrestir cresce 15%

A internacionalização é “um passo estratégico para reforçar a marca Torrestir e diluir naturais riscos de atividade”, assegura o Diretor Geral de Logística, Jorge Franco. O grupo perspetiva um crescimento médio de 20% no próximo triénio no conjunto dos países onde está presente: Espanha, desde início do ano 2000; Alemanha, desde 2005; e Moçambique e Angola, desde 2012.

O Grupo prevê crescer 15% em 2017 face ao ano passado e manter uma tendência de crescimento acima de 10% ao ano, face aos atuais projetos. Em maio foi inaugurada uma plataforma de distribuição em Palmela, com 7 mil m2, e para dezembro está prevista a abertura de uma nova plataforma de distribuição e transportes internacionais em Matosinhos, com 15 mil m2. O Grupo Torrestir está ainda a investir na colocação de câmaras de temperatura controlada na maioria das plataformas de cross docking e na renovação da sua frota, que tem idade média de três anos.

“O crescimento registado consubstancia o plano de crescimento estratégico implementado há cinco anos. Os setores de bens duradouros e industriais têm sido as alavancas promissoras neste percurso de expansão”, explica Jorge Franco. O Grupo Torrestir conta com 1650 colaboradores, 1100 veículos próprios, 12 plataformas de Cross Docking e dois armazéns de logística integrada.

S-Log arranca em Moçambique

No ano passado, a S-Log, do Entreposto Logístico iniciou atividade em Moçambique, criando uma empresa própria. No médio prazo a empresa não prevê investir noutras geografias.

Com um volume de faturação de 2 milhões de euros em 2016, a Entreposto Logístico prevê para este ano um crescimento de cerca de 15%. Este crescimento será alavancado quer pela área automóvel, quer pelos produtos de grande consumo e pelo e-commerce.

A S-Log assegura desde a receção da mercadoria e seu armazenamento até à expedição e entrega aos seus clientes, numa operação “chave na mão”. “Atualmente operamos em temperatura ambiente, e-commerce e em diversos setores de atividade, nomeadamente produtos de grande consumo, dispositivos médicos, peças de automóveis, produtos eletrónicos, entre outros”, avança José Carlos Domingos, da Direção de Operações e Desenvolvimento Comercial.

A empresa conta com 18 colaboradores e tem instalações situadas em Vale da Rosa, em Setúbal, com uma área total de 115 mil m2 e armazém de 25 mil m2.

Grupo Santos e Vale fez 35 anos

O Grupo Santos e Vale começou como uma empresa familiar de transporte rodoviário de mercadorias. No ano em que completa o 35º aniversário, atua no transporte, logística e distribuição, para empresas nacionais e internacionais , com um conjunto de serviços que incluem armazenagem, processamento de pedidos, picking, controlo de Inventários e re-working.

A empresa tem vindo a investir na integração de ficheiros do cliente com pedidos de serviço, no seguimento de expedições através da WEB e também na contratação de gestores dedicados e na devolução de documentação e reembolsos.

“A estratégia da empresa face à internacionalização, no que se refere aos países da União Europeia, passa por assegurar solução de transporte rodoviário terrestre através da rede de parceiros Palletways”, explica o Administrador, José Joaquim Carvalho Vale. Para os restantes países quaisquer serviços a contratar são prestados por via da subcontratação.

José Joaquim Carvalho Vale estima um crescimento do volume de negócios superior a 10% para o exercício de 2017, com uma faturação de 24,6 milhões de euros. Em 2016 o grupo faturou 22,4 milhões de euros, o que representou um crescimento superior a 31% face ao ano anterior. A empresa tinha 251 colaboradores no final de 2016 e conta fechar este ano com 276.

A empresa conta com Plataformas Regionais, num total de 124 mil m2, e uma frota própria composta por 250 viaturas pesadas, a que acrescem 80 viaturas subcontratadas, quando necessário.