Movimento diz que alterações ao ISV ameaçam 30 mil empregos

As alterações ao Imposto sobre Veículos (ISV) deste ano vão implicar uma «perda brutal» de receitas fiscais e ameaçam mais de 30 mil postos de trabalho, acusa o movimento contra o imposto.

As alterações ao Imposto sobre Veículos (ISV) deste ano vão implicar uma «perda brutal» de receitas fiscais e ameaçam mais de 30 mil postos de trabalho, acusa o movimento contra o imposto.

Este movimento agrupa importadores de veículos, transportadores, agentes aduaneiros, declarantes aduaneiros e oficinas. As alterações previstas irão resultar, segundo cálculos de associações do sector, num agravamento do ISV sobre os carros usados entre 50% e mais de 100%.

À agência Lusa o líder do movimento, João Correia, revelou que este agravamento vai tornar menos competitivos os carros usados, pondo em causa a subsistência de cerca de oito mil stands e importadores em nome individual, que empregam cerca de 24 mil pessoas. Também serão afectadas mais duas mil empresas com actividades ligadas à importação de veículos, tais como agências de legalização, despachantes, agentes aduaneiros, mediadores de seguros, transportadores e serviços de pronto-socorro, que, por sua vez, empregam cerca de oito mil trabalhadores.

O responsável afirmou ainda que «a situação é já dramática para as transportadoras e agentes aduaneiros, porque se durante o ano de 2008, uma média de 320 camiões transportava 4500 veículos por mês, durante Janeiro de 2009, esse tráfego baixou para 15 camiões transportando 210 veículos».