17º Congresso APLOG

Omnicanalidade, infraestruturas e Big Data no futuro do setor logístico

Omnicanalidade

Alcibiades Paulo Guedes, presidente da direção da APLOG, abriu o 17º Congresso da Logística frisando ser o momento do setor olhar para o futuro da logística e das cadeias de abastecimento do futuro. O responsável apontou a omnicanalidade, o Big Data e as infraestruras de transportes como factores chave para a “revolução” que aí vem no setor da logística.

“Os próximos anos trarão desafios que só poderão ser ultrapassados com abordagens inovadoras, quer através de infraestruturas, de inovação e de tecnologia. Tudo aquilo que achamos hoje como adquirido, será posto em causa num futuro próximo”, afirmou.

Alcibiades Paulo Guedes sublinhou o desafio do omnicanal, que está a ser adotado pelos retalhistas. “As vendas online a crescerem a ritmos elevados e com a conectividade permanente a diminuir as fronteiras entre o físico e o online. Desafio grande para todos os retalhistas em estar de uma forma eficiente nos vários canais. As operações do online dos retalhistas têm tido alguns problemas, sobretudo por causa de custos. Ainda ninguém tem o puzzle como será. Fazer um fullfilment de forma lucrativa no omnichannel vai levar a que os retalhistas pensem nas suas infraestruturas atuais e nos procedimentos atuais e por conseguinte num desafio para os operadores logísticos”.

Big Data e infraestuturas

Outro exemplo apontado por Alcibiades Paulo Guedes são as cadeias de abastecimento, estas  “serão mais rápidas, mais tensas, mais transparentes. A instrumentação da cadeia permite maior rastreabilidaade, e este incremento das tecnologias leva a que as empresas tenham mais dados, o chamado Big Data. E essa informação levará a que recrutem perfis de recursos humanos com conhecimento analítico e de mercado. As empresas estão a procurar a melhor forma de utilizar o Big Data para o seu negócio. Essa implementação de novas tecnologias permite uma maior transparência e partilha de informação, quer com parceiros quer com clientes.”

Por último, o responsável sublinhou a importância das infraestruturas de transportes, que “serão facilitadoras das revoluções que aí vêm”. Como conciliar maiores distâncias percorridas, entregas mais rápidas e fragmentadas com impacto ambiental reduzido e saber como as infraestruturas de transporte vão responder a estes desafios são algumas das questões que o presidente da APLOG deixou aos congressistas na abertura do encontro.

Eurolog em Portugal

Paulo Guedes referiu ainda que este 17º Congresso é um  “momento muito importante para a APLOG porque trazemos para Portugal o Eurolog, pela primeira vez”.

Os próximos anos trarão desafios que só poderão ser ultrapassados com abordagens inovadoras, quer através de infraestruturas, de inovação, de tecnologia. Tudo aquilo que achamos hoje como adquirido, será posto em causa num futuro próximo.