Mobilidade

Acciona lança serviço de motosharing sustentável em Lisboa

Acciona lança serviço de motosharing sustentável em Lisboa

Depois de Espanha, a Acciona chega a Portugal, mais concretamente à cidade de Lisboa, com uma nova plataforma partilhada de motos elétricas. Com uma frota inicial de 300 motos elétricas, cujo serviço é faturado tendo por base o tempo de utilização, a empresa pretende aumentar a sua oferta a curto prazo, com Ramón Piñero, diretor de novos negócios da área de serviços Acciona, a revelar que a partir do segundo semestre deste ano “duplicaremos a nossa oferta para 600 unidades”.

Os utilizadores podem proceder à escolha do serviço através da app ACCIONA Mobilidade, em www.acciona-motosharing.com/pt/lisboa/, e utilizar a respetiva moto com um tarifário que oscila entre os 0,26€/minuto e 0,28€/minuto, de acordo com o tipo de modalidade de condução que venham a seleccionar. Isto sem qualquer custo fixo e com tudo incluido: seguro, carregamento e manutenção, procedendo apenas ao pagamento pelos segundos reais de utilização.

As motos são geolocalizadas e têm prestações equivalentes a um motociclo de 125cc, para além de disponibilizarem duas modalidades de condução: modo Standard “S”, com uma velocidade até 50 km/h dentro da cidade; e o modo de condução “C”, que permite alcançar os 80 km/h nas vias rápida. Todos os motociclos têm dois assentos e dois tipos de capacetes de segurança no porta-malas. Como um elemento adicional de valor para os utilizadores comprometidos com o consumo responsável, a aplicação indica as emissões de CO2 evitadas ao optar por uma moto elétrica partilhada versus o uso de um veículo privado convencional.

Numa primeira fase, o serviço motosharing da Acciona estará disponível nos bairros de Campo de Ourique, Bairro Alto, Alfama, Castelo, Mouraria, Belém ou Santos, mas também nas novas zonas residenciais da cidade, como o Parque das Nações e Telheiras, para além de chegar ao Aeroporto Humberto Delgado.

Na conferência de imprensa, os responsáveis da Acciona deixaram claro que a empresa pretende alargar o serviço às zonas limitrofes de Lisboa, garantindo que “queremos que o nosso serviço seja, de facto, inter-urbano”.

Quanto ao facto destes serviços estarem muito conotados com a utilização pelos turistas, Miguel Gaspar, vereador da Mobilidade da Câmara Municpal de Lisboa, referiu que os dados disponíveis apontam para uma utilização casa-trabalho-casa, ou seja, “não se trata de um seriço para turistas, mas para os munícipes que vêm neste tipo de transporte um meio útil”.

Como funciona o serviço?
Uma vez efetuado o registo através da app ou do website, os utilizadores podem ficar a conhecer a localização exata das motos e reservar a moto que esteja mais próxima de si.

O utilizador poderá circular e parar durante o trajeto, num período máximo de 6 horas, em qualquer parte da cidade. Porém, é obrigatório dar como concluída a sua viagem dentro da área habilitada para esse efeito. O serviço está disponível durante 20 horas, das 06:00 da manhã às 02:00 da noite.

Paralelamente, o serviço conta com um centro de apoio ao utilizador gratuito durante 24 horas, que poderá ajudar a responder a algumas questões e resolver algum tipo de incidências.

O carregamento é concretizado através da substituição de baterias por parte da equipa de manutenção, em horário noturno, contando para esse efeito com uma frota de veículos 100% eléctricos.