Portos

AOPL avisa que Porto de Lisboa não aguenta nova greve

Comunidade Portuária de Lisboa diz que sem paz social “não será possível recuperar”

“Se a direção do Sindicato dos Estivadores e da Actividade Logística [SEAL] decidir iniciar uma nova paralisação, o futuro do Porto de Lisboa e da única entidade empregadora que cede mão-de-obra – a A-ETPL – pode estar definitivamente comprometido”. É desta forma que a Associação de Operadores do Porto de Lisboa (AOPL) responde esta quarta-feira (18 de setembro) às declarações do presidente do SEAL, António Mariano, ao jornal Público, em que revelou que está a fazer plenários de trabalhadores junto de estivadores de todos os portos para definir novas formas de luta.

Numa nota enviada às redações, a Associação de Operadores do Porto de Lisboa diz que o Porto de Lisboa não aguenta uma nova greve e que o sindicato tem uma “estratégia de comunicação enganosa”, referindo que o cenário traçado na entrevista dada ao jornal diário não corresponde “à realidade”.

Desde 2012 que o Porto de Lisboa tem sido fustigado com frequentes paralisações do trabalho, através de greves totais, intermitentes, ou ao trabalho suplementar”, diz ainda a AOPL. A AOPL nega que “tenham existido despedimentos no Porto de Lisboa entre 2012 e 2019”, assim como o aumento de 4% de clientes por banda da Yilport.

Além disso, a associação diz que “é falso que o Sindicato SEAL seja o primeiro a nível nacional. Com efeito, em Portugal, quem representa o maior número de trabalhadores portuários é a Federação Nacional dos Sindicatos de Trabalhadores Portuários”.