Terminais Intermodais

APAT diz-se “absolutamente satisfeita” com recomendações da Comissão Europeia

APAT diz-se “absolutamente satisfeita” com recomendações da Comissão Europeia

A Associação dos Transitários de Portugal (APAT) está “absolutamente satisfeita quando hoje verifica que as recomendações da Comissão Europeia (CE), que surgem no âmbito da análise semestral que é feita a todos os estados-membro e que tem por referência, naquilo que concerne o nosso país, o Programa Nacional de Reformas e o Programa de Estabilidade, vão no sentido de uma aposta inequívoca na ferrovia e nos portos, como forma de potenciar as exportações”.

Fazendo referência ao facto de Bruxelas aludir, quase na íntegra, àquilo que a APAT tem vindo a defender nos últimos anos, nomeadamente a “subutilização das conexões com Espanha”, sugerindo um “plano ibérico abrangente”, que considere decisões que impactam nos terminais e nas ligações fronteiriças necessárias para Portugal poder beneficiar da modernização da rede ferroviária espanhola, a APAT reforça o que a CE diz no que se refere às “insuficientes ligações marítimas e ferroviárias criarem barreiras às empresas exportadoras”.

A APAT entende que uma boa estratégia, em termos de terminais ferroviários, deverá contribuir para uma transferência modal a favor da ferrovia, nomeadamente com o desenvolvimento de terminais intermodais que prestem a maior gama de serviços possível. A sua eficiência será tanto maior quanto a sua flexibilidade e adequabilidade, pelo que terá sempre de se ponderar a localização geográfica e o lay-out.

A APAT defende ainda que as ligações aos principais polos geradores de tráfego conduzem à “obtenção do volume indispensável e à eliminação de custos de interface, condições base para a implementação de uma rede estruturada, ligando os principais centros económicos com características claramente competitivas (prazo, frequência de transporte, preço e fiabilidade) em complementaridade com as soluções de outros meios de transporte”.

“Do ponto de vista estratégico devíamos apostar em conceber novos terminais intermodais como autênticos centros logísticos, com capacidade de gerar valor acrescentado ao transporte e priorizar a construção e/ou remodelação dos grandes terminais intermodais, ligados aos nós logísticos e às ligações com a rede transeuropeia de transporte ferroviário”, diz a APAT em comunicado.

A complementaridade dos modos ferroviário e rodoviário com o marítimo têm “uma missão fundamental no processo logístico, como fatores estruturantes na cadeia de valor”, salienta a associação, defendendo, tal como a CE, que “a transferência modal constitui uma verdadeira causa prioritária na Europa”.