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Garland afirma-se no setor automóvel

Há já alguns anos que o setor automóvel foi identificado pelo Grupo Garland como um mercado a privilegiar nas suas operações. Hoje, este cluster – que engloba 975 empresas e 10 mil peças e 177 mil automóveis made in Portugal – vale cerca de 11 mil milhões de euros. Afirmando-se como um dos principais players no transporte de cargas deste setor de e para Portugal, a Garland Transport Solutions (GTS) movimenta 120 camiões por semana só no âmbito deste negócio.

“Este é um mercado muito exigente no que ao cumprimento de prazos diz respeito. Um atraso de minutos, pode obrigar a paragens nas linhas de produção, as quais, por sua vez, implicam milhares de euros em prejuízos. A nossa performance ronda os 98% de eficácia e esta é a explicação para sermos um dos maiores players neste mercado”, justifica Jorge Rocha, customer service national director da GTS.

Segundo o responsável, o setor automóvel representou 14,4% da carga movimentada pela GTS em 2018. Recorde-se que a empresa de transportes do Grupo Garland fechou o ano passado com uma faturação de 53,4 m€, mais 4% que a obtida em período homólogo. [1] Isto num ano em que, na via marítima, movimentou 4,5 milhões de toneladas de carga e 6.480 contentores de granéis (bulk), e 1.060 toneladas de carga aérea. Por via terrestre, movimentou 24.630 camiões internacionais e 663 mil toneladas de carga.

Com clientes do setor automóvel em todo o país, é no Parque da Autoeuropa, em Palmela, que a Garland concentra grande parte da sua atividade. Dos 120 camiões semanais que movimenta nos sentidos de importação e exportação, 90 são em serviços para empresas daquele centro empresarial.

“Definitivamente, o nosso sucesso neste mercado está alicerçado na consistência de um serviço, cujos ingredientes são: performance, informação ao cliente, relacionamento com o mesmo e versatilidade”, esclarece Jorge Rocha, para quem “a experiência de anos neste mercado permitiu à Garland desenvolver uma multiplicidade de soluções que abrange todo o tipo de situações”. Esse know-how foi, de acordo com o customer service national director da GTS, construído com base na resposta adequada da empresa a um mercado de alta pressão.

Segundo um estudo realizado pela consultora Deloitte para a Mobinov – Associação do Cluster Automóvel, divulgado no ano passado, o setor automóvel em Portugal é maior do que tinha sido considerado até então. Isto porque, em 2017, a atividade das empresas a operar neste mercado (construtores e fornecedores) valeu perto de 11 mil milhões de euros, o que equivaleu a 5,9% do PIB registado nesse ano.

Ainda de acordo com a Mobinov estão a ser construídos em Portugal 14 modelos de viaturas, nomeadamente o Mitsubishi Fuso Canter, em Abrantes; o Peugeot Partner e o Citroën Berlingo, em Mangualde; o Toyota Land Cruiser, em Ovar; o Volkswagen T-Roc, o Volkswagen Sharan e o Seat Alhambra, em Palmela, e sete autocarros na CaetanoBus, em Gaia. Diz a plataforma, que resulta de uma iniciativa conjunta da Associação Automóvel de Portugal e da Associação de Fabricantes para a Indústria Automóvel, que existem ainda 900 empresas em solo nacional a produzir e a exportar mais de 10 mil componentes.