Energia

Gás natural não reduz emissões, diz ZERO

Gás natural “é uma utopia” em relação ao objetivo de redução de emissões, diz ZERO

A utilização de gás natural no setor dos transportes é tão prejudicial para o ambiente como outros combustíveis fósseis como a gasolina e o gasóleo, revela um estudo da Federação Europeia dos Transportes e Ambiente. A associação ambientalista ZERO, que faz parte desta federação, vai mais longe e diz que “o gás natural é uma utopia e uma distração em relação ao objetivo de reduzir emissões nos transportes, para cumprir a meta de descarbonização em 2050”.

O estudo agora publicado mostra que “a queima de gás natural nos veículos também emite poluentes para a atmosfera, como a gasolina, e apresenta vantagens limitadas em relação aos veículos a gasóleo que cumprem as normas de poluição, mas que podem ser eliminadas através de nova regulamentação.”

“Os reguladores têm que reconhecer que o gás natural é um combustível fóssil que não pode ser usado com o objetivo de reduzir as emissões de carbono dos transportes rodoviários e que deve começar a ser taxado como o gasóleo e a gasolina”, acrescenta.

O documento revela também que, nos veículos ligeiros, o impacto das emissões de GEE do gás natural comprimido (GNC) é semelhante ao gasóleo, enquanto nos camiões é equivalente aos camiões a gasóleo com o melhor desempenho. No transporte marítimo, o impacto do Gás Natural Liquefeito (GNL) é próximo do fuelóleo pesado, mas esta comparação depende fortemente do vazamento de metano dos motores e das fugas a montante, explica a Federação Europeia dos Transportes e Ambiente.

Segundo a ZERO, os automóveis, camiões e navios movidos a gás natural “não trazem nenhum benefício para o clima e são uma distração do verdadeiro objetivo que deveria ser de um sistema de transportes de emissões-zero, tanto quanto possível”.