Portos

Movimentação de carga nos portos nacionais em rota descendente

Movimentação de carga nos portos nacionais em rota descendente

Entre janeiro e agosto deste ano, os portos de Portugal Continental movimentaram um volume de 62,9 milhões de toneladas de carga, uma quebra de 4,3% face ao período homólogo. De acordo com os dados divulgados pela Autoridade da Mobilidade e dos Transportes (AMT), por detrás desta quebra estão as “perturbações laborais” verificadas em Lisboa e o desempenho do Porto de Sines, o principal responsável por esta diminuição.

No período em análise, o Porto de Sines registou uma diminuição de 1,2 milhões de toneladas no mercado do carvão, de 647 mil toneladas nos produtos petrolíferos, de 641 mil toneladas na carga contentorizada e de 257 mil toneladas no petróleo bruto.

Apesar desta quebra, Sines mantém a liderança com uma quota de mercado de 50,9% do total da carga movimentada, um decréscimo de dois pontos percentuais face ao que detinha no período homólogo. Na segunda posição mantém-se o porto de Leixões, com uma quota de 20,6%, seguido de Lisboa, com 12,6%, Setúbal, com 7,2%, e Aveiro, com 5,8% do total.

“O movimento global de contentores assinala entre janeiro e agosto de 2018 um recuo de -3,5% em número de unidades e de -4,3% em TEU, determinado pelo comportamento dos portos de Sines e Lisboa que perderam, respetivamente, -52 e -29,5 mil TEU, sendo que, em Lisboa, não são alheias as perturbações laborais a que se tem assistido e que levaram à procura de outros portos por parte dos armadores”, diz ainda a AMT.