Portos

Movimento de mercadorias nos portos nacionais cai 2,2% até maio

Concessão do novo terminal de Sines pode chegar aos 60 anos

Os portos comerciais nacionais movimentaram, nos primeiros cinco meses do ano, cerca de 37 milhões de toneladas, uma quebra de 2,2% face ao período homólogo, revela a Autoridade da Mobilidade e dos Transportes (AMT).

De acordo com a organização, “esta redução é explicada pela contínua redução do volume de importações de Petróleo Bruto (-1,15 milhões de toneladas) e pelas perturbações laborais registadas em Sines, que contribuíram para a uma quebra de -773,9 mil toneladas”.

Leixões e Aveiro registaram entre janeiro e maio os volumes de carga mais elevados de sempre, com acréscimos, respetivos, de 3,1% e de 1,2%. O porto de Sines perde a maioria absoluta em termos de tonelagem movimentada, passando a deter uma quota de 49,6%, seguido de Leixões (21,9%), Lisboa (12,4%), Setúbal (7,6%) e Aveiro (5,9%).

No que respeita ao movimento de navios, comparativamente ao período janeiro-maio de 2018, os cinco primeiros meses de 2019 observaram um decréscimo de -1,6% no número de escalas (4406 escalas) e um aumento no volume de arqueação bruta de +1,9% (84,2 milhões). Os portos de Leixões e Lisboa registaram um crescimento no número de escalas de, respetivamente, +2,2% e +0,7% para 1082 e 1050 escalas efetuadas.

“No que diz respeito às operações de desembarque, onde se incluem as importações, destacam-se as variações negativas de Petróleo Bruto em Sines e em Leixões, com quebras de, respetivamente, -19% e -20,3%, e ainda a Carga Contentorizada em Sines, que diminuiu -13,6%. Importa salientar que estes três mercados traduzem 80% do total das quebras registadas nas operações de desembarque. Com impacto positivo mais significativo assinala-se o mercado dos Produtos Petrolíferos em Sines, que registaram um acréscimo superior a um milhão de toneladas, seguido dos Outros Granéis Líquidos, também em Sines, com +185,7 mil toneladas. Viana do Castelo, Figueira da Foz, Setúbal e Faro são os portos que apresentam um perfil de porto “exportador”, registando um volume de carga embarcada superior ao da carga desembarcada, com um quociente entre carga embarcada e o total movimentado, no período em análise, de 64,7%, 72,7%, 54,8% e 100%, respetivamente. No seu conjunto, estes quatro portos representam uma quota de carga embarcada de 14,9% (10,4% destes respeitam a Setúbal)”, diz ainda a AMT.