Portos

Movimento de mercadorias nos portos nacionais cai 4,3% até outubro

Investimentos em Sines vão criar 900 postos de trabalho até 2039

Os portos portugueses do Continente movimentaram cerca de 77,8 milhões de toneladas de carga nos primeiros dez meses deste ano, uma quebra de 4,3% face ao período homólogo. Os números foram esta terça-feira (18 de dezembro) revelados pela Autoridade da Mobilidade e dos Transportes (AMT), que indica que o Porto de Sines é o principal responsável pela diminuição de movimentação de cargas.

“Sines foi o maior responsável por este valor, uma vez que, devido à redução da importação de recursos energéticos, perdeu 2,43 milhões de toneladas. uma redução de 5,7% do seu volume máximo histórico nos períodos homólogos. Além de Sines, também Lisboa registou um volume de carga perdida de 671 mil toneladas, recuando 6,5%, bem como Leixões e Setúbal”, explica a AMT.

Ainda assim, os portos nacionais registaram um aumento de 0,4% no número de unidades movimentadas no segmento da carga contentorizada, com o Porto de Sines “a bater recorde”. Os portos de Aveiro, Figueira da Foz e foram os únicos do Continente a registar um aumento do volume de carga movimentada em outubro, com mais 335,5 mil toneladas.

Já no segmento dos contentores, foram movimentadas cerca de 1,57 milhões de unidades e 2,51 milhões de TEU, variações de +0,4% e -0,5%, respetivamente. “No que diz respeito à carga contentorizada, o comportamento dos portos não foi homogéneo. No volume TEU apenas Sines e Leixões registaram variações positivas, respetivamente de +2,2% e +3,7%, face ao período homólogo de 2017 (+50,3 mil TEU no seu conjunto), tendo Sines atingido a marca mais elevada de sempre. Os restantes portos registaram variações negativas, com especial destaque para Lisboa que ‘perdeu’ -50,4 mil TEU, o equivalente a -12%, e para Setúbal que registou ‘perdas’ de -8 mil TEU, o equivalente a -6,3%”, revela ainda a AMT em comunicado.