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Movimento dos portos do Continente cai 3,9% no primeiro semestre

Movimento dos portos do Continente cai 3,9% no primeiro semestre

Os portos de Portugal Continental registaram uma quebra de 3,9% no movimento de mercadorias até junho, para um total de 44,6 milhões de toneladas. De acordo com dados da Autoridade da Mobilidade e dos Transportes (AMT), esta queda é explicada pela “diminuição de petróleo bruto em Leixões e Sines e pela perda de carga contentorizada em Sines, por efeito da greve dos trabalhadores portuários do Terminal XXI”.

No primeiro semestre do ano, destaca-se o Porto de Aveiro, que conseguiu um crescimento homólogo de 62,5 mil toneladas, mais 2,4%, “mantendo o registo de melhor marca de sempre no volume global de carga movimentada”.

Além disso, até junho, as cargas contentorizadas Ro-Ro e cargas fracionadas, em Leixões, registaram acréscimos de 8,4%, 18,3% e 16,6%. O Porto de Sines mantém a sua quota do volume de carga abaixo dos 50%, fixando-se, em junho, em 49,7%, menos 0,4 pontos percentuais face ao primeiro semestre de 2018, seguido de Leixões (21,4%), Lisboa (12,4%), Setúbal (7,9%) e Aveiro (6,1%).

No primeiro semestre do ano, o movimento de contentores cai em 3,1% no volume de TEU movimentados, ou seja, cerca de menos 1,4 milhões de TEU. “Este desempenho é explicado não só pelo desempenho negativo da carga contentorizada em Sines derivado das perturbações laborais observadas neste porto, como também pelos registos negativos apresentados em Lisboa, Setúbal e Sines”, lê-se no estudo.

Neste segmento, destaque ainda para o Porto de Sines, que continua a liderar com uma quota de 53,3%, seguido por Leixões (24,3%), Lisboa (16,4%), Setúbal (5,2%) e Figueira da Foz (0,8%).

“No Porto de Sines continua a assistir-se a uma ligeira modificação no segmento de contentores, com uma ligeira perda de representação das operações de ‘transhipment’ que assumem no período em análise cerca de 70% do total, isto é, menos 9,2 pontos percentuais [p.p.] do que no período homólogo de 2018 e menos 12,7 p.p. do que no 1.º semestre de 2017. Este facto verifica-se após uma quebra de 19,3% no volume semestral do ‘transhipment’ e de acréscimo de 31,8% no tráfego com o ‘hinterland’”, diz ainda a Autoridade da Mobilidade e dos Transportes.

Por sua vez, o movimento de navios, nos primeiros seis meses de 2019, observou uma descida de 2% no número de escalas (5306) e um aumento no volume de arqueação bruta de 0,1% para 100,25 milhões.