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Portos

Portos do Continente com quebra de carga movimentada de 4,2%

Movimentos nos portos de Portugal Continental decrescem 7% até agosto

A AMT lançou esta quinta-feira, dia 29 de abril, os mais recentes dados relativos a movimentação de cargas nos portos de Portugal Continental. Neste âmbito, face a 2020, nos dois primeiros do ano, o total de carga movimentada foi de 13,65 milhões de toneladas, o que representa uma quebra de -592,6 total, ou -4,2% face ao período homólogo.

“Este desempenho negativo deve-se essencialmente ao mercado do Petróleo Bruto, que registou uma quebra homóloga de -682 mil toneladas (mt), correspondente a -27,8%, maioritariamente originada no porto de Leixões onde se observa uma variação de -649,4 mt (-88,9%)”, começa por explicar a AMT.

“Por sua vez, Sines registou uma variação também negativa, mas de apenas -32,6 mt (-1,9%). Esta dualidade de comportamentos resulta da cessação da atividade da refinaria de Matosinhos que, aparentemente, não foi compensada por um acréscimo de atividade na refinaria de Sines”, esclarece-se..

Em termos de variações negativas, os Outros Granéis Sólidos perderam -194,4 mt (-16,5%), seguido dos Produtos Petrolíferos, com -92,9 mt (-3%), e da Carga Fracionada, com -86 mt (-9,4%).

Em sentido oposto, “a Carga Contentorizada, os Outros Granéis Líquidos e os Produtos Agrícolas, registaram comportamentos positivos de +525,4 mt (+10,8%), de +39 mt (+8,9%) e de +3,5 mt (+0,5%)”.

Aveiro e Sines com variações positivas

Noutro âmbito, lembrando um cenário genericamente negativo para os portos continentais, a AMT destaca os casos positivos de Aveiro e Sines, com o primeiro, em termos homólogos, a atingir “globalmente um total de 921,13 mt, +9,8% do que no período homólogo de 2020, contribuindo para o desempenho positivo do mercado dos Outros Granéis Líquidos ao nível do Ecossistema Portuário do Continente, onde foi observado um volume de 479,75 mt (+8,9%), o mais elevado de sempre”.

Já em Sines, a variação homóloga positiva, de +10,7%, foi “determinada pelo comportamento dos mercados de Carga Contentorizada e de Produtos Petrolíferos”, esclarece a AMT, lembrando que “a movimentação de carga efetuada no Ecossistema Portuário do Continente neste período, permite a Sines reforçar a liderança do mercado em termos de tonelagem, atingindo uma quota maioritária absoluta de 57,3%, a mais elevada de sempre nos períodos homólogos, superior em +7,7 pontos percentuais (pp) à que detinha em 2020”.

Pode aceder ao relatório completo aqui.