Transportes

Serviços mínimos na greve dos motoristas só abrangem 40% das operações normais

Sindicato de motoristas de matérias perigosas chega a acordo com a Antram

Os serviços mínimos decretados pelo Conselho de Ministros por causa da greve dos motoristas de matérias perigosas só abrangem 40% das operações normais de abastecimento de combustíveis aos postos da Grande Lisboa e Grande Porto.

De acordo com o despacho publicado em Diário da República, que define a situação de alerta para o período entre 16 de abril e 21 de abril, os serviços mínimos garantem o abastecimento normal de matérias perigosas, nomeadamente combustível, aos hospitais, bases aéreas, bombeiros, portos e aeroportos, como se não houvesse greve.

Para além disso, estão abrangidas 30% das operações no transporte a granel, brancos e gás embalado, assim como o transporte de cargas necessárias nas refinarias e parques, na CLT e na CLC (Companhia Logística de Combustíveis), “nos casos em que a acumulação de stocks de produtos refinados imponha o funcionamento das unidades em regimes abaixo dos respetivos mínimos técnicos”.

Os serviços mínimos incluem ainda o transporte “estritamente indispensável às restantes unidades e instalações dos sistemas industriais das áreas de Sines e de Matosinhos associados às refinarias da Petrogal”, de forma a “garantir o funcionamento estável das unidades à carga mínima” e evitar riscos para a segurança dos equipamentos e instalações e impactos ambientais.

Devido a esta situação de alerta, estão convocados os trabalhadores dos setores público e privado que estejam habilitados com carta de condução de veículos pesados, com averbamento de todas as classes de ADR, designadamente quem desempenha cumulativamente funções de bombeiro voluntário, bem como os agentes de proteção civil habilitados à condução de veículos pesados. Para além disso, a requisição civil aprovada pelo Executivo determina a prontidão e resposta operacional por parte das forças e serviços de segurança e de todos os agentes de proteção civil, com reforço de meios para operações de patrulhamento e escolta que permitam garantir as operações de abastecimento e a segurança de pessoas e bens.

A greve dos motoristas de matérias perigosas arrancou esta segunda-feira (15 de abril), tendo sido convocada pelo Sindicato Nacional de Motoristas de Matérias Perigosas (SNMMP), e prolonga-se por tempo indeterminado.  Até à data de publicação desta notícia, 2776 dos 3000 postos de abastecimento existentes em Portugal não tinham já, pelo menos, um dos dois tipos de combustível- gasolina ou gasóleo. A falta de gasóleo afeta cerca de 1500 postos de combustível. Já a falta de gasolina afeta quase 300 postos. Na totalidade, não existe qualquer tipo de combustível em 930 postos de abastecimento.