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Transportes

Vendas da Bosch aumentam 17% nos primeiros três meses do ano

O Grupo Bosch aumentou as suas vendas em 17% nos primeiros três meses deste ano. A empresa prevê um aumento de 6% a nível anual.

O Grupo Bosch aumentou as suas vendas em 17% nos primeiros três meses deste ano. Em comunicado, a empresa revela que prevê um aumento de 6% a nível anual, enquanto a margem das operações deve melhorar ligeiramente para cerca de 3% ou 4% sem custos de reestruturação.

“O ano de 2021 será importante no nosso caminho para recuperar aquela que é a nossa margem alvo de cerca de 7% para os próximos dois a três anos”, afirma o CFO e vice-presidente do conselho de administração, Stefan Asenkerschbaumer.

Em 2020, a empresa conseguiu um resultado operacional (EBIT das operações, ajustado para os efeitos das alocações de preços de compra para Automotive Steering e BSH Hausgeräte) de 2 mil milhões de euros.

As vendas foram no valor de 71,5 mil milhões de euros, os gastos com pesquisa e desenvolvimento permaneceram essencialmente inalterados em 5,9 mil milhões de euros, e a margem EBIT das operações atingiu 2,8%. Ajustado para despesas de reestruturação, que sobrecarregaram adicionalmente o resultado em 2020, o resultado foi de 4,7%. Como resultado da pandemia, as vendas ficaram 6,4% abaixo do nível do ano anterior (4,3% após o ajuste para efeitos da taxa de câmbio).

Apostas para este ano

A Bosch revela que está a combinar a internet das coisas (IoT) com inteligência artificial (IA) e acredita que a eletromobilidade permitirá o desenvolvimento de novas oportunidades de negócios com base nas profundas mudanças tecnológicas e ecológicas que estão a ocorrer atualmente.

Na tecnologia de powertrain, a eletromobilidade está a estabelecer-se como o negócio principal da Bosch. Segundo Denner, a empresa tem vindo a fazer importantes investimentos iniciais nesta área – mais 700 milhões de euros apenas este ano. Até agora, estes investimentos iniciais em eletromobilidade totalizam cinco mil milhões de euros.

“Atualmente, a receita de vendas da Bosch em componentes para o motor de força está a crescer duas vezes mais rápido que o mercado, quase 40%. O objetivo passa por aumentar as vendas anuais cinco vezes, para um total de cerca de cinco mil milhões de euros até 2025 e atingir o equilíbrio um ano antes”, informa a empresa.

A Bosch prevê que os produtos habilitados para IA venham a gerar vendas no valor de mil milhões de euros nos próximos anos. As vendas de dispositivos habilitados para conectividade para o lar devem duplicar: de quatro milhões no ano passado para cerca de oito milhões de unidades em 2021.

Eletrificação

O presidente do conselho de administração da Robert Bosch GmbH, Volkmar Denner, acredita que a eletrificação abre novas oportunidades em várias áreas de negócios:

  • Na eletromobilidade, considera que os principais fatores de mudança são a redução dos custos das baterias e os padrões de emissões definidos para responder às metas de ação climática.
  • Na tecnologia de construção, especialmente no aquecimento e ar condicionado, o uso de bombas de calor e energias renováveis “tem vindo a desempenhar um papel crescente”.
  • Nos sistemas de aquecimento, a Bosch afirma estar a crescer muito mais rápido do que o mercado com soluções baseadas em eletricidade. As vendas de bombas de calor cresceram mais de 20% em 2020.  Denner espera que estas tripliquem até 2025.

Hidrogénio

A Bosch está também a focar-se no hidrogénio: a empresa acredita que o mercado de hidrogénio verde na UE valerá quase 40 mil milhões de euros até 2030 – com taxas de crescimento anual de 65%.

Entre 2021 e 2024, a Bosch planeia investir um milhão de euros em tecnologia de células de combustível. O plano é colocar 100 fábricas de células estacionárias a combustível em operação ainda este ano.

A Bosch estima que o mercado de componentes para células de combustível móveis irá movimentar cerca de 18 mil milhões de euros até o final da década.

Sustentabilidade

Até 2030, o objetivo é reduzir as emissões de carbono em 15% em relação ao nível de 2018 ao longo de toda a cadeia de valor – uma redução de 67 milhões de toneladas métricas de emissões de dióxido de carbono.

“No futuro, a pegada de carbono de um fornecedor ou provisor de logística será um dos critérios para a concessão de novos contratos de aquisição”, reforça Denner.